Sanepar realiza desinfecção de área externa do HU-UEPG

A Sanepar realizou em Ponta Grossa nesta terça-feira (14), o trabalho de desinfecção na área externa do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais. A ação está sendo desenvolvida em vários hospitais do Paraná por meio de uma parceria entre a Sanepar, Secretaria de Estado da Saúde (SESA) e Polícia Militar, como parte das medidas de prevenção e combate ao Covid-19.

A desinfecção foi feita pela Sanepar com o uso de um caminhão de hidrojateamento, utilizando uma solução de hipoclorito de sódio diluído em água numa concentração de 0,2%. Essa dosagem é mil vezes mais forte do que a utilizada para desinfecção no tratamento de água. O produto e a concentração seguem indicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O trabalho durou cerca de duas horas.

“A Universidade Estadual de Ponta Grossa entende que a parceria entre órgãos do Estado na desinfecção do Hospital Universitário visa um bem maior: proteger a vida dos cidadãos que circulam pelas áreas externas e estacionamento da nossa instituição. Juntos, vamos vencer o coronavírus”, destacou o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto.

Nesta quarta-feira, o trabalho será realizado em hospitais de Londrina.

 

Texto: Assessoria de Imprensa/Sanepar
Fotos: Aline Jasper












Nota de Esclarecimento Covid-19: óbito negativo no HU-UEPG

A Universidade Estadual de Ponta Grossa, por meio de seu Hospital Universitário, comunica, com grande pesar, a morte, na manhã de hoje (05), às 06h57, de um paciente que estava internado em nossa instituição com suspeita de infecção respiratória por Coronavírus.
O exame realizado por uma instituição externa à UEPG, credenciada pelo Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN), resultou NEGATIVO para Coronavírus. O HU-UEPG enfatiza que outros exames confirmatórios serão realizados.
O paciente de 83 anos, do sexo masculino, foi recebido no dia 31 de março na pré-triagem externa ao hospital e foi encaminhado para Unidade de Terapia Intensiva Covid-19, área exclusiva para tratamento de casos suspeitos de Covid-19. Durante todo internamento, o paciente foi atendido por equipes treinadas e em estrutura especialmente montada, com todas as medidas de proteção, para atender a possíveis vítimas da pandemia.
Após a morte, foram tomadas todas as medidas sanitárias e de precaução relacionadas a óbitos suspeitos de Coronavírus.
Independentemente da causa mortis, a UEPG se solidariza com a família, os amigos e a comunidade ponta-grossense que perderam no dia hoje um familiar e um cidadão.

Hospital Universitário da UEPG completa 10 anos

Na terça (31), o Hospital Universitário da UEPG, referência de atendimento em média e alta complexidade nos Campos Gerais, completa 10 anos. Além dos atendimentos em saúde exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e das atividades como hospital de ensino, o aniversário do HU-UEPG acontece em meio a outro desafio: ser uma das dez unidades hospitalares que são referência para o enfrentamento de Covid-19 no Estado do Paraná.

O decênio coincide com as comemorações dos 50 anos da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, observa a relevância do Hospital como órgão da Universidade, especialmente no contexto da epidemia de Covid-19. “Comemorar o aniversário de 10 anos do HU-UEPG em um momento de grande demanda de serviços hospitalares por conta da Covid-19 revela a importância da criação do hospital, mas principalmente a importância da equipe que faz heroicamente o seu cotidiano”, enaltece.

“A trajetória do HU, construída com excelência em diferentes áreas, em especial como hospital de ensino, credencia-o a responder às demandas do Covid-19 com profissionais qualificados, estrutura, criatividade e inovação”, afirma Sanches. O hospital se prepara para atender aos pacientes suspeitos ou confirmados, e o terceiro andar do hospital foi isolado, destinado exclusivamente para casos de Covid-19. Foram preparados 25 leitos clínicos, para os casos moderados, e 10 leitos de tratamento intensivo (UTI), para os casos graves. O acesso é restrito a profissionais do setor, mediante uso de vestimenta especial.

História e Estrutura

O professor Everson Krum, vice-reitor da UEPG e diretor do Hospital Universitário por sete anos, rememora a trajetória do Hospital. “Tive a honra de participar da inauguração do hospital há 10 anos e ainda ser designado como chefe da unidade hospitalar. Com orgulho e satisfação pude acompanhar a trajetória do Hospital, que a cada dia se consolida como o maior estabelecimento público da região. Neste período, tivemos grandes conquistas como novas UTIs Gerais, UTI Neonatal e Pediátrica, Maternidade, Urgência Cirúrgica Pediátrica e Ampliação de Atendimentos Ambulatoriais e de Exames. O Hospital Universitário é o novo marco para o Ensino e a Saúde da região”, enfatiza Krum.

O Hospital foi inaugurado em 31 de março de 2010, como Hospital Regional de Ponta Grossa. Neste primeiro ano, ofertava apenas 18 leitos gerais ativos, apesar da capacidade para instalação de 193 leitos. Em 2013, a Universidade Estadual de Ponta Grossa assumiu a administração da unidade hospitalar, que passou a ser Hospital Universitário. No momento da transferência de gestão, havia 40 leitos ativos, dos quais 12 eram reservados para atender adultos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 18 leitos cirúrgicos e 10 leitos clínicos. O Hospital atendia a 430 pacientes por mês.

Hoje, são oferecidos no HU-UEPG serviços de saúde como o atendimento ambulatorial, atendimento de Urgência e Emergência, Maternidade, UTI Neonatal, Pediátrica e Adulto, Exames e Análises Clínicas. Por mês, são cerca de 6000 consultas ambulatoriais e 3000 exames de Raio X, Tomografia, Ressonância e Ultrassom. Os pacientes recebidos são provenientes de 12 municípios dos Campos Gerais.

Houve um aumento de 320% nos leitos ativos no hospital, durante os 7 anos de gestão como hospital universitário. Dos 166 leitos ativos, 6 são na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, 4 na UTI Pediátrica, 20 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, 2 na UCI Neonatal, 30 na Clínica Médica, 58 na Clínica Cirúrgica e 34 na Maternidade. A construção da nova ala da Maternidade, em andamento, deve acrescentar 20 novos leitos.

“Há 10 anos, vimos surgir os primeiros trabalhos de construção do nosso Hospital Universitário. Era uma obra pequena e tímida, onde todas as pessoas que aqui trabalhavam, se conheciam até mesmo pelo nome. Uma pequena cerimônia deu início aos trabalhos”, rememora a Diretora Administrativa do HU, Maria Cristina Roque Ferreira. “Com o passar dos anos, transformou-se num local de referência, que hoje atende milhares de pessoas de toda a região dos Campos Gerais”, complementa.

Humanização do atendimento e do trabalho

O atendimento humanizado é um diferencial do Hospital Universitário destacado por boa parte dos funcionários e corpo administrativo. “Um hospital, mais do que equipamentos e prédio, são as pessoas. Parabéns a todos e a todas, colaboradores, comunidade e lideranças, que fazem de nosso HU um dos melhores hospitais do Brasil”, congratula o reitor da UEPG.

Como conta a Diretora Geral do HU, Luciane Cabral, os conceitos de gestão baseados no atendimento com qualidade, carinho e humanização são fundamentais para o reconhecimento do HU como referência de qualidade na região dos Campos Gerais. Maria Cristina complementa que as equipes do hospital têm empenho e dedicação constantes, que fazem a diferença na qualidade do atendimento. “Temos um grande aprendizado, com histórias que nos comovem todos os dias. Uma vivência emocionante. Aqui o empenho e a dedicação são constantes. E todo momento é hora de agradecer, por tudo que nos torna melhores pessoas e melhores profissionais”, finaliza.

Hospital de Ensino

O Hospital Universitário também se configura como um centro formador de profissionais, com espaço para estágios, pesquisa científica, pós-graduação e programas de extensão. “O Hospital é cenário de prática para estágios de cursos, não somente da área da saúde. É evidente que esse impacto parece maior quando se pensa no curso de Medicina, mas outros cursos, como Farmácia, Enfermagem e Odontologia, tiveram também a oportunidade de ter um cenário de prática hospitalar com serviços de excelência”, explica a Diretora Acadêmica do HU, professora Tatiana Menezes Cordeiro.

O HU-UEPG oferta Residências Multiprofissionais e Uniprofissionais em nove programas. Profissionais das áreas de fisioterapia, serviço social, enfermagem, farmácia, análises clínicas, fonoaudiologia, odontologia, educação física e psicologia podem realizar pós-graduações em Urgência e Emergência, Reabilitação, Obstetrícia, Neonatologia, Saúde do Idoso, Intensivismo e Bucomaxilofacial, além dos novos programas em Saúde Mental e Epidemiologia e Controle de Infecções. As residências médicas são voltadas para Clínica Médica, Cirurgia Geral, Neurologia, Cirurgia Vascular, Radiologia, Medicina Intensiva, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Anestesiologia e Endoscopia.

“No que diz respeito à residência médica, o HU não só ampliou o número de vagas ofertadas na região, mas também diversificou as especialidades. Hoje, temos programas de residência que não existiam na cidade, como Ortopedia, Cirurgia Vascular, Medicina intensiva, entre outros”, relata Tatiana. “Foi fundamental o desenvolvimento desses 10 anos de Hospital Universitário na formação de médicos especialistas”.

Enquanto havia vagas de residência médica em outra instituição hospitalar de Ponta Grossa, o HU é pioneiro na região na oferta de residências multiprofissionais e uniprofissionais. “O Hospital Universitário desponta como hospital de vanguarda, que enfrentou esse desafio de colocar em prática programas de especialização nas mais diversas áreas. Foi, realmente, uma ousadia do HU abrir inúmeros programas e colocar no mercado de trabalho profissionais de saúde especializados em áreas tão importantes para a sociedade, justamente levando em conta as transições que aconteceram no nosso país”.

Mudanças para atender à pandemia de Covid-19

Em 2020, o mundo se depara com uma pandemia de um novo Coronavírus: o SARS-CoV-2. O vírus, que causa a Covid-19, gera sintomas respiratórios e pode evoluir para infecções respiratórias graves. Neste cenário, o Hospital Universitário é uma das unidades hospitalares de referência no Paraná.

Como conta a diretora Luciane, o desafio é planejar e conduzir a estrutura complexa do hospital, para enfrentar o novo vírus que assola outros países e outras regiões do Brasil. “Mas, com conhecimento, muita vontade e dedicação, empenho e profissionalismo dos companheiros diretores, chefes e coordenadores, enfim, da equipe de gestão e ainda de todos os servidores, funcionários, professores, residentes, acadêmicos, de todas as áreas – assistenciais, apoio e administrativas – tenho absoluta certeza que estamos preparados para fazer o melhor em benefício da comunidade”, tranquiliza.

Além do espaço isolado para tratamento dos pacientes, o plano de contigência contempla também o isolamento de pessoas encaminhadas com sintomas respiratórios ao HU. Esses pacientes são recebidos em uma estrutura de pré-triagem, externa ao hospital, que conta com estoque de materiais e insumos para examinar casos suspeitos da doença e encaminhar para internamento ou isolamento domiciliar. O médico Fernando Antônio de Lima Torres, Diretor Técnico do HU, conta que as barracas localizadas na área externa são resultado de uma parceria realizada entre o HU-UEPG e o Exército, que se colocou à disposição para ajudar com questões como organização, logística, infraestrutura e mão de obra, caso seja necessário.

“Se olharmos para a história da medicina, vamos verificar que essas pandemias e as grandes guerras mundiais aceleraram o processo de evolução de inúmeras áreas, mas em especial da saúde”, afirma a professora Tatiana. “Ainda vamos ver, no futuro, quão criativo o ser humano foi nessa pandemia, com o objetivo de melhorar a vida das pessoas, não só as atendidas na rede de assistência à saúde, mas também em outras áreas que direcionam conhecimentos para melhorar a vida das pessoas, aliviar angústias e proteger quem está na linha de frente dos atendimentos”, antecipa.

Texto e Fotos: Aline Jasper

Artigo: 10 anos de Hospital

Em meio ao cenário turbulento de enfrentamento ao Coronavírus, não poderíamos deixar de comemorar os 10 anos de inauguração do Hospital Regional de Ponta Grossa, que completamos amanhã, 31 de março. Comemoro esta data lembrando momentos importantes desta história, que fez a diferença na saúde da comunidade dos Campos Gerais.

Tive a honra, como enfermeira da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de chegar ao hospital que mudaria a história da Saúde dos Campos Gerais e do Paraná. Junto com os demais colegas, fomos designados para atuar no hospital, com poucas atividades assistenciais nos primeiros anos, e nos apresentamos para a realização de protocolos e a abertura do ambulatório, dos primeiros leitos de UTI, com assistência de enfermagem exclusiva por enfermeiros e para as primeiras cirurgias menos complexas.

Os primeiros Diretores Gerais, Adroaldo Araújo e Scheila Mainardes, contribuíram para a estruturação, a preparação e as adequações necessárias ao funcionamento do então apenas “Regional”. Muitas vezes, houve comentários sobre ser apenas um hospital de fachada, que não funcionava. Eu acompanhei esses boatos. Toda esta situação doía porque eu tinha tanta vontade em trabalhar e fazer diferente no SUS. Um dia isto mudaria.

Em 2013, uma lei promoveu a mudança que transformaria a assistência e o ensino do Paraná. O Regional passou a ser Universitário, ligado à UEPG. O professor Everson Krum assume a direção. Ele traz novos conceitos de gestão, que serão fundamentais para o reconhecimento do HU como referência no atendimento com qualidade, carinho e humanização.

Uma consequência da transferência para Universidade é a vinda de um maior número de professores e alunos da UEPG, mas também de outras instituições da cidade, para práticas e estágios, num ambiente de ciência e transferência de conhecimento com os profissionais do Hospital. Reuniões técnicas e cursos de capacitação passam a ser constantes, com especial atenção ao atendimento com qualidade, marca do HU-UEPG.

Outro conceito fundamental da gestão do HU foi fazer com que os pacientes SUS fossem muito bem atendidos e que o hospital pudesse ser uma ilha de excelência, exceção nos serviços públicos, onde há tantas reclamações. O Diretor pedia que os pacientes pudessem ter atendimento como se estivessem com plano de saúde ou atendimento particular. Que tivessem atendimentos resolutivos, entrando e saindo com exames, consultas e procedimentos como é visto nos melhores serviços.

Naturalmente, como HU, é implantado e expandido significativamente o número de residências médicas, havendo ainda a submissão de projetos, a aprovação e a conquista de bolsas federais para residências Multiprofissionais, ao ponto de termos hoje nove programas. Orgulho-me de ter participado como coordenadora das residências Multi e Uni, função que propiciou conhecimento e reconhecimento que me levaram a assumir o cargo de Diretora Acadêmica do HU em 2018.

Neste ano, temos uma Direção Geral inteira, exercida pelo professor e médico Gilberto Baroni, que teve o desafio de conduzir o HU, e o fez exitosamente, durante o processo eleitoral interno da UEPG. No início da Gestão da UEPG 2018-2022, dos professores Miguel Sanches Neto e Everson Augusto Krum, a Direção Geral do HU coube à professora e médica Tatiana Cordeiro, que seguiu os conceitos de diretores antecessores e ainda manteve a qualidade que é tão reconhecida pelos pacientes atendidos em nosso hospital. Ela consolidou as ações e os projetos da UEPG e fez o hospital avançar na constante busca pela qualidade.

A partir de outubro de 2019, recebendo um convite especial do Reitor da UEPG, Miguel Sanches Neto, assumi a Direção Geral com o desafio de manter os pilares e os conceitos praticados pelos diretores que tão capazmente me antecederam. Recebi ainda o desafio de ampliar a assistência e as consultas nos ambulatórios, no pronto atendimento, no centro cirúrgico, nos internamentos e nos leitos de UTI, conduzindo as equipes internas para que o HU se mantivesse como referência cada vez mais reconhecida em saúde nos Campos Gerais.

O trabalho recém iniciado é surpreendido por um grande desafio: planejar e conduzir uma estrutura tão complexa e com tantas particularidades no enfrentamento do novo vírus que assola outros países e outras regiões do Brasil. Mas, com conhecimento, muita vontade e dedicação, empenho e profissionalismo dos companheiros diretores, chefes e coordenadores, enfim, da equipe de gestão e ainda de todos os servidores, funcionários, professores, residentes, acadêmicos, de todas as áreas – assistenciais, apoio e administrativas – tenho absoluta certeza que estamos preparados para fazer o melhor em benefício da comunidade.

Parabéns a todos nós que, nestes 10 anos, construímos com muita dedicação o maior complexo hospitalar dos Campos Gerais e um dos melhores do Paraná.

Texto: Luciane Patrícia Andreani Cabral, enfermeira e Diretora Geral do Hospital Universitário da UEPG

Foto: Aline Jasper

Equipe HU recebe protetores faciais, que também serão produzidos para órgãos de segurança

O Hospital Universitário da UEPG recebeu neste sábado (28), 38 protetores faciais para profissionais da instituição. Os equipamentos de proteção individual, produzidos por um grupo de voluntários da Universidade Estadual de Ponta Grossa e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), serão produzidos também para a Guarda Municipal e Polícia Militar.

De acordo com o vice-reitor Everson Krum, serão necessários mais 62 protetores para atender às equipes, mas o movimento já não se restringe ao HU-UEPG. “A mobilização da comunidade, estudantes, professores e pesquisadores está crescendo. Agora as máscaras serão produzidas para profissionais de segurança, que também estão muito expostos e não podem parar”.

O Comandante da Guarda Municipal, Edson Witek, afirma que a dispunha de recursos para aquisição de máscaras, porém, não há produto no mercado. “Estamos na linha de frente atuando nos quatro bloqueios nas entradas da cidade, 24 horas”. Witek complementa que todos os veículos que vêm do norte do Paraná e São Paulo são abordados pelas equipes da Guarda. “Estamos no Pronto Socorro, Hospital da Criança, nas praças. Enquanto as pessoas estão em casa, estamos em todos os bairros, expostos a sujeitos que podem estar contaminados, então, as máscaras são de suma importância para o nosso trabalho”, enfatiza.

O reitor, Miguel Sanches Neto, afirma a produção dos Equipamentos de Proteção Individual para os profissionais do HU-UEPG e para os agentes de segurança é parte de um conjunto de ações e parcerias que a instituição encabeça ou participa para combater o Covid19.

Voluntários

O professor de Engenharia de Materiais da UEPG, Benjamim de Melo Carvalho, explica que esta produção é resultado da união de voluntários que se organizaram e trocaram informações via Whatsapp. Os interessados em participar, que tenham impressoras 3D em casa, podem enviar email para reitoria@uepg.br ou mensagem pelas redes sociais da @oficialuepg no Facebook, Youtube, Twitter ou Instagram.

Materiais

Com apoio do Governo do Estado, será realizada a compra de filamentos, material plástico que alimenta a impressora na produção base do protetor facial. “Inicialmente conseguimos a ajuda do Rotary para a compra de filamentos, que já foram encomendados. A reitoria da UEPG se prontificou a providenciar insumos para a produção dos protetores faciais”, diz Benjamin. O professor destaca ainda que o objetivo é desenvolver um projeto coletivo, integrando a ação em diversas regiões do Paraná.

 

Fotos Juliano Mattozo

Hospital Universitário recebe equipamentos para novos leitos de UTI

Nesta quarta (25), o Hospital Universitário da UEPG recebeu da 3ª Regional de Saúde dez conjuntos de equipamentos para leitos de tratamento intensivo (UTI). Os monitores multiparamétricos e os respiradores pulmonares artificiais, adquiridos pela Secretaria Estadual de Saúde, têm um valor aproximado de R$650 mil.

Como conta o professor Everson Krum, vice-reitor da UEPG, os equipamentos foram encaminhados a pedido do Secretário de Saúde, Beto Preto, como parte de uma ação de planejamento para o combate ao coronavírus. “Estamos satisfeitos com o recebimento destes equipamentos. A dedicação de nossas equipes, os treinamentos realizados, os EPIs do hospital e os recebidos como doação fazem com que tenhamos boa expectativa. Estamos preparados para atender bem e com qualidade os pacientes suspeitos e confirmados com corona”, estima.

“Os novos equipamentos são um compromisso do secretário Beto Preto e sua equipe com o HU da UEPG. Fizeram parte desse processo os deputados estaduais que representam nossa cidade, Mabel Canto e Plauto Miró Guimarães, que são históricos defensores do nosso HU. Também está mobilizado para a ampliação dos leitos de UTI o deputado federal Sandro Alex. Toda a classe política está unida em torno de fortalecer os atendimentos para o coronavírus”, conta o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto.

Ampliar os leitos de UTI é necessário para continuar atendendo à demanda constante da população, além dos novos casos de Covid19, como conta a diretora geral do HU, professora Luciane Cabral. “Já atendemos às urgências e emergências de toda a região e algumas doenças graves vão continuar a acometer os pacientes, que vão precisar de UTI. Desta forma, é fundamental ampliar o número de leitos para suprir esta nova necessidade”, afirma Luciane.

Somando estes equipamentos a outros já existentes no hospital, foi possível montar dez novos leitos para atendimento a pacientes críticos. Estes leitos estão em um andar isolado do hospital, destinado exclusivamente para o atendimento a casos de Covid19. Neste espaço, também estão disponíveis leitos clínicos, para atendimento a casos moderados. O acesso é restrito a profissionais do setor, mediante uso de vestimenta especial. “O andar foi inteiramente isolado, com regras rígidas de acesso de pessoas, suprimentos e alimentação e ainda paramentação exclusiva para uso em pacientes suspeitos ou confirmados com corona vírus”, explica a diretora do hospital.

“O Hospital Universitário Regional está entre as 10 Unidades Hospitalares que, nessa primeira etapa, serão referência no enfrentamento da Covid19 no Estado do Paraná. Tais equipamentos são vitais para o atendimento dos casos mais graves, que precisam de respiração artificial e monitoramento das condições do sistema cardiológico”, explica o diretor da 3ª Regional de Saúde, Robson Xavier. O plano de contingência da Secretaria de Saúde para enfrentamento da epidemia, segundo Xavier, prevê “ações de vigilância epidemiológica, de apoio técnico aos municípios na atenção aos casos mais leves, o apoio na gestão eficiente dos recursos e na parte assistencial com a atenção Hospitalar em sua Rede própria e na conveniada ao SUS, bem como o mapeamento de todos os recursos que podem ser utilizados, públicos ou privados, caso tenhamos um elevado número de casos”.

Estiveram presentes na entrega de equipamentos o vice-reitor da UEPG, Everson Krum; a Secretária de Saúde, Angela Pompeu; o Secretário Adjunto, Rodrigo Manjabosco; a diretora geral do HU, Luciane Cabral; e chefes de setores do hospital.

Cuidados básicos

O coronavírus causa uma doença respiratória semelhante à gripe (Covid19) e tem sintomas como tosse, febre e, em casos mais graves, pneumonia. Segundo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), é possível se proteger ao lavar as mãos com frequência e evitar tocar no rosto.

Os sintomas mais comuns da Covid19, segundo a OMS, são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores no corpo, congestão nasal, coriza, dores de garganta ou diarreia. Algumas pessoas podem se infectar mas não desenvolver sintomas, enquanto que uma em cada seis pessoas desenvolve sintomas mais graves e tem dificuldade para respirar. O grupo de risco é composto por idosos e pessoas com problemas de saúde como hipertensão, problemas cardíacos ou diabetes. É indicado pela OMS que pessoas com febre, tosse e dificuldade para respirar procurem atendimento médico.

O diretor da Regional de Saúde reforça que medidas simples podem ajudar a reduzir a transmissão do vírus e contágio das pessoas. “Estamos atentos ao movimento de número de casos e ações já estão previstas e estruturadas para cada situação. Contamos também com a população: siga as recomendações das autoridades sanitárias, em especial se mantendo, na medida do possível, em seus domicílios e seguindo as recomendações de lavar as mãos com aguá e sabão constantemente, usar álcool gel 70, manter os ambientes arejados e, ao tossir e espirrar, conter as gotículas com o antebraço”, orienta.

Texto: Aline Jasper

Hospital Universitário se prepara para receber infectados por Covid-19

Com o avanço do novo Coronavírus (Covid-2019) no Paraná, o Hospital Universitário da UEPG iniciou um plano de contingência e uma estrutura, com o apoio do Exército Brasileiro, para atender casos mais graves da doença. O Hospital é referência para atendimentos de casos de Coronavírus, que sejam encaminhados pelos 12 munícipios da 3ª Regional de Saúde.

Nesta quinta-feira (19), o reitor Miguel Sanches Neto anunciou que, em 15 dias, o Hospital contará com novos equipamentos para 3 novas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). A solicitação foi realizada na semana passada à Justiça Federal e ao Ministério Público Federal de Ponta Grossa, que destinaram cerca de R$ 170 mil para compra de 3 respiradores e 3 monitores multiparametricos, que serão destinadas ao combate do Coronavírus.

Medidas Adotadas

Os gestores estaduais de saúde já contabilizam 8.000 casos suspeitos, 328 confirmados e três mortes no país. Ainda não existem casos confirmados em Ponta Grossa, mas várias medidas foram tomadas pelo corpo clínico do HU para atendimento à população sem que haja o contágio de pacientes e visitantes. Pessoas que forem encaminhadas com sintomas respiratórios terão um atendimento inicial na porta de entrada do hospital. A medida faz parte do plano de contingência baseado nos hospitais da Europa e Estados Unidos que adotaram o distanciamento social para evitar a contaminação.

Segundo a diretora geral do HU-UEPG, Luciane Cabral, as equipes se reúnem diariamente para analisar a situação da pandemia, a partir do quadro que se apresenta no exterior e no Brasil. “Nós estudamos todas as questões, informações e dados epidemiológicos e avaliamos o que pode ser aproveitado para o hospital. É importante aprender com outras experiências. Essa análise constante orienta as nossas ações e tomadas de decisão”.

Triagem

A nova estrutura de pré-triagem conta com estoque de materiais e insumos para a realização de exames em pacientes com suspeita da doença. Segundo Luciane Cabral, diretora geral do HU-UEPG, a instalação das tendas é a fase inicial do plano de contingência. “Nessa primeira etapa, nós nos organizamos para fazer a triagem dos pacientes na entrada do hospital, para que eles não fiquem aglomerados”.

O médico Fernando Antônio de Lima Torres, diretor técnico do HU, conta que as barracas localizadas na área externa são resultado de uma parceria realizada entre o HU-UEPG e o Exército que se colocou à disposição para ajudar com questões como organização, logística, infraestrutura e mão de obra, caso seja necessário.

 “Em etapa posterior, vamos destinar uma área do Hospital para pacientes internados com Covid-19 que será composta por 13 leitos de UTI e 15 leitos clínicos. Além disso, continuaremos, em meio a todo esse processo, com o treinamento das equipes e a sensibilização, não somente aqueles que estão na linha de frente, mas de toda a hotelaria, equipe de limpeza, da cozinha, do administrativo sobre esse novo vírus”, reitera a Luciane Cabral.

Segundo a diretora, o HU-UEPG vem trabalhando em processos e conforme ocorra o aumento no número de pacientes, as equipes são redirecionadas. “O Hospital Universitário está organizado a partir de um planejamento estratégico que é baseado na monitoração constante da pandemia. Nós já temos uma meta estabelecida e planos de ação e contingência previstos”, diz.

Torres reforça a importância de avaliar outras regiões. “A racionalidade que os outros países nos ensinaram é a de observar o nível de disseminação da doença. Então, se você comparar Curitiba com Ipiranga, por exemplo, perceberá que eles estão em níveis de atenção diferentes por conta da expansão. Por isso, estamos analisando constantemente o nível de atenção de Ponta Grossa”, diz.

Mudanças no Hospital Universitário

De acordo com o vice-reitor, Everson Krum, no início de fevereiro, as equipes do Hospital Universitário passaram por capacitação com informações sobre os sinais, sintomas, formas de prevenção e de contingência da doença. Apesar de não haver nenhum caso registrado na cidade, o hospital já adotou uma série de medias para que os agentes de saúde não sejam pegos de surpresa.

Suspensão

A partir desta quarta-feira (18), passou a vigorar a suspensão no atendimento ambulatorial que envolvia atividades acadêmicas. Os demais ambulatórios são mantidos, exceto para pacientes acima de 60 anos e para pacientes de qualquer idade que sejam portadores de doenças crônicas. Como medida preventiva, também serão suspensas, a partir da próxima semana, as cirurgias eletivas. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos.

Visitantes

Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) será permitida a entrada de uma pessoa, uma vez ao dia, para a visita da tarde, desde que o visitante não seja do grupo de risco e não apresente sintomas gripais. Estão suspensas também as visitas religiosas e de representantes de empresas e laboratórios.

Nos demais internamentos, o paciente poderá receber uma única visita ao dia desde que este esteja fora do grupo de risco e não apresente sintomas gripais. As gestantes podem ter um acompanhante, desde que a pessoa não esteja no grupo de risco e não tenha sintomas gripais.

Principais sintomas e formas de prevenir

Os principais sintomas do Coronavírus são semelhantes aos da gripe, como febre, tosse, dor de garganta, coriza e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, a doença pode causar infecção do trato respiratório, como ocorre em casos de pneumonias.

Uma das principais formas de prevenir, é com a higienização constante das mãos. O ato é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais formas de combater epidemias. Dados mostram que o hábito pode reduzir a contaminação por vírus e também por bactérias. Outro aliado na prevenção do Covid-19 é o álcool gel que é eficaz e pode ser utilizado tanto nas mãos, quanto em objetos.

A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa disponibilizou, desde segunda-feira (16), uma central telefônica para que as pessoas possam tirar dúvidas sobre o Coronavírus. O serviço funcionará 24 horas por dia com uma equipe que ficará à disposição para orientar a população pelo número 3220-1019.

Texto: Vanessa Hrenechen   Fotos: Luciane Navarro

HU-UEPG adequa rotinas devido ao Covid-19

Em caráter preventivo, considerando a situação da pandemia do Covid-19 e a nota emitida pela Universidade Estadual de Ponta Grossa hoje (16), o Hospital Universitário da UEPG decide pela suspensão de atendimentos ambulatoriais que envolvam atividades acadêmicas. Os demais ambulatórios estão mantidos, exceto para pacientes acima de 60 anos e para pacientes de qualquer idade que sejam portadores de doenças crônicas.

A suspensão passa a vigorar na quarta-feira (18). A partir desta data, como medida preventiva, também serão canceladas cirurgias eletivas para o grupo de risco, composto por pessoas acima de 60 anos bem como de qualquer idade e portadores de doenças crônicas tais como problemas pulmonares, diabéticos, hipertensos e pacientes imunodeprimidas, dentre outros. Para os demais pacientes, por enquanto, ficam agendadas as cirurgias eletivas. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos.

Estão suspensas as visitas religiosas e de representantes de empresas e laboratórios. Nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) será permitida a entrada de uma pessoa, uma vez ao dia, para a visita da tarde, desde que o visitante não seja do grupo de risco e não apresente sintomas gripais.

Nos demais internamentos, o paciente poderá receber uma única visita ao dia desde que este esteja fora do grupo de risco e não apresente sintomas gripais. As gestantes podem ter um acompanhante, desde que a pessoa não esteja no grupo de risco e não tenha sintomas gripais.

A direção do Hospital Universitário da UEPG ressalta que não faz consultas por procura direta, mas sim encaminhadas por outros estabelecimentos. Em caso de dúvida, as pessoas devem procurar as Unidades Básicas de Saúde.

No caso de pacientes com suspeita de coronavírus, o plano de ação prevê o atendimento em espaço externo ao hospital, para triagem e verificação da necessidade de internação ou isolamento em domicílio.

Hospital Universitário da UEPG oferece curso de Libras para profissionais da saúde

Funcionários da Universidade Estadual de Ponta Grossa e do Hospital Universitário da UEPG podem se inscrever em um curso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) específico para profissionais da saúde. As inscrições estão abertas até 13 de março e as aulas iniciam em 16 de março. O curso, que trata de conversação específica, aborda uma seleção de assuntos e temas correntes sobre a área da saúde, para o aprendizado de vocabulário específico e simulação de atendimento em Libras.

O curso compreende aulas teóricas e práticas, de imersão cultural, com dinâmicas e debates com 20 horas/aula presenciais e 20h de estudo dirigido a partir da indicação de temas, com livros, vídeos e matérias. Durante as aulas teóricas, serão abordados temas diversos, desde a recepção ao paciente e/ou familiar surdo, história, cultura e depoimentos de surdos sobre inacessibilidade comunicacional. Nas aulas práticas, os alunos poderão aprender a realizar os sinais no contexto de saúde e nas interações que ocorrem durante a aula.

As aulas acontecem às segundas-feiras pela tarde, com duração de uma hora, e as lições foram elaboradas a partir das necessidades dos profissionais atuantes no Hospital Universitário. Os docentes são as coordenadoras do curso, um professor surdo e profissionais da área da surdez convidados para expor suas vivências.

São ofertadas 25 vagas para o nível básico e 14 vagas para o nível intermediário, destinado aos funcionários que concluíram o curso básico em 2019. As inscrições são pelo site https://hucursos.apps.uepg.br/ e não têm custo.

Texto e foto: Aline Jasper

Acesso ao HU-UEPG será modificado durante nova fase de obras

A construção da nova ala da Maternidade do Hospital Universitário da UEPG entra em nova fase nesta semana. Devido às obras, o acesso principal ao hospital será modificado. Os usuários do hospital, visitantes, servidores e funcionários entrarão por um desvio á direita do acesso atual, percorrendo um trecho, já na nova maternidade, que leva ao saguão do hospital.

A Maternidade terá dois pavimentos, área de cerca de 1300 metros quadrados, 20 leitos em 10 quartos, sala para atendimento de emergência e consultórios obstétricos. Além disso, o HU continua a atender às gestantes nos leitos já existentes, centro obstétrico e pronto atendimento.

A maternidade do Hospital Universitário está em funcionamento desde julho de 2016. Segundo o vice-reitor da UEPG, Everson Krum, “com esta nova fase, atingimos uma expectativa positiva em relação ao atendimento em saúde na região dos Campos Gerais”. Com as novas instalações, o hospital amplia a capacidade e poderá ofertar mais vagas em outras especialidades.

A obra já recebeu destinações de verbas do deputado Aliel Machado, no valor de R$4 milhões. Além disso, a deputada estadual Mabel Canto indicou, em setembro de 2019, R$2,4 milhões para aquisição de equipamentos.

Texto: Aline Jasper | Comunicação HU-UEPG