Vacinação contra a gripe inicia dia 17 de abril no Paraná

A Secretaria Estadual da Saúde definiu as estratégias que serão adotadas na vacinação contra a gripe no Paraná em 2017. O início da campanha ficou marcado para o dia 17 de abril nos 399 municípios do Estado e vai até o dia 26 de maio.

            “Os paranaenses terão mais de um mês para buscar uma unidade de saúde e se imunizar contra a Influenza. Nosso público-alvo passa de 3 milhões de pessoas e a meta é vacinar, no mínimo, 90% delas”, garante o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto.

A data para a mobilização nacional, também conhecida como Dia D, vai acontecer no sábado, dia 13 de maio. Nesta data, as unidades de saúde ficarão abertas durante todo o dia para vacinar a população que pertence aos grupos da campanha.

O público-alvo inclui pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a quatro anos de idade, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), profissionais de saúde, indígenas, portadores de doenças crônicas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

 

Fonte: Ministério da Saúde (portalsaude.saude.gov.br)

Ministério da Saúde inclui 14 novos procedimentos na Política Nacional de Práticas Integrativas

O Ministério da Saúde incluiu nesta terça-feira (28) 14 novos procedimentos à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) do Sistema Único de Saúde (SUS). São tratamentos que utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. A inclusão foi realizada por meio da Portaria nº 849/2017, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U).

A partir de agora, o SUS passa a ofertar 19 práticas integrativas e complementares à população – até então eram cinco – no âmbito do Sistema Único de Saúde. São elas: homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa/acupuntura, medicina antroposófica, plantas medicinais e fitoterapia e termalismo social/crenoterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e yoga.

Essa nova portaria complementa outra, a de nº 145/2017, publicada em janeiro deste ano, que incluiu no rol de procedimentos do SUS as práticas integrativas de arteterapia, meditação, musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático, tratamento quiroprático e Reiki. Esses procedimentos já eram oferecidos por vários municípios brasileiros, segundo dados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), mas, com as inclusões, o Ministério da Saúde passou a ter informações qualificadas dessas práticas em todo o país.

Além das inclusões, a Portaria nº 145/2017 também renomeou procedimentos que já estavam no rol das PICS para facilitar a identificação, pelos gestores, dos procedimentos nos sistemas de informação do SUS. As novas nomenclaturas são para terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/automassagem, sessão de auriculoterapia, sessão de massoterapia, e tratamento termal/crenoterápico.

PANORAMA – Desde a implantação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, do Ministério da Saúde, em 2006, a procura e o acesso dos usuários do SUS a esses procedimentos tem crescido significativamente. Em 2016, mais de 2 milhões de atendimentos das PICs foram realizados nas Unidades Básicas de Saúde de todo o país, sendo 770 mil de medicina tradicional chinesa, incluindo acupuntura, 85 mil de fitoterapia, 13 mil de homeopatia e 923 mil de outras práticas integrativas que ainda não possuíam código próprio para registro e que passaram a fazer parte do rol no início do ano.

Além disso, a implementação do e-SUS e do prontuário eletrônico tem melhorado a qualidade do registro, o que tem aumentado o número de procedimentos realizados e informados pelas unidades de saúde em todo o Brasil. Outro fator importante foram os cursos de práticas integrativas e complementares ofertados pelo Ministério da Saúde, de 2014 a 2016, para mais de 17 mil trabalhadores de saúde no País. Existem, ainda, mais de 100 mil profissionais na atenção básica e 47 mil em unidades de saúde com formação e habilitação em alguma das práticas integrativas e complementares.

Atualmente, 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar, o que representa 28% das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Os recursos para as PICS integram o Piso da Atenção Básica (PAB) de cada município, podendo o gestor local aplicá-los de acordo com sua prioridade. Em 2016, o investimento do Ministério da Saúde na Atenção Básica foi de R$ 16,7 bilhões para todo o país. Alguns tratamentos específicos, como acupuntura recebem outro tipo de financiamento, que compõe o bloco de média e alta complexidade, que, no ano passado, teve investimento total de R$ 45,2 bilhões. Estados e municípios também podem instituir sua própria política, considerando suas necessidades locais, sua rede e processos de trabalho.

 

Fonte: Ministério da Saúde (portalsaude.saude.gov.br)

Brasil e União Europeia discutem ações para controlar resistência aos antibióticos

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, se reuniu, nesta quarta-feira (29), em Brasília, com representantes de países latino-americanos, União Europeia e entidades internacionais para discutir e promover o enfrentamento da resistência antimicrobiana no mundo.

O tema é prioridade para a saúde pública em razão do crescimento do número de bactérias resistentes, com comprometimento ou, até mesmo, impossibilidade de cura com os antibióticos existentes, de doenças como tuberculose e malária, por exemplo. Também estiveram presentes na conferência o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi e o diretor-presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.

“O Brasil reconhece a magnitude do desafio e se compromete com ações para combater a propagação de infecções resistentes aos medicamentos antimicrobianos. Entre os esforços, ressaltamos a experiência brasileira de obrigatoriedade e retenção de prescrição para antibióticos em farmácias, que contribuiu para a contenção da resistência”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O combate à propagação de infecções resistentes aos medicamentos antimicrobianos foi ratificado em reunião de alto nível na Organização das Nações Unidades (ONU), em setembro de 2016, com participação do Brasil. As discussões internacionais sobre esse tema visam a discutir o papel da comunidade internacional na realização de pesquisas, na busca de novos medicamentos e na disciplina do uso de medicamentos que possibilitem o enfrentamento da resistência antimicrobiana e, consequentemente, a promoção da saúde global.

Reforçando a importância deste tema, o Brasil está elaborando o Plano de Ação Nacional para a Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos organizado por meio de um diálogo integrado entre órgãos como Anvisa, Funasa e ministérios da Saúde, Agricultura, Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente. O Plano Nacional brasileiro que enfatiza a abordagem de “Saúde Única”, reafirma as diretrizes do Plano de Ação Global sobre resistência antimicrobiana e a articulação entre a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como balizadores na discussão desse tema.

“Consideramos que a elaboração de Planos de Ação Nacionais, além de estabelecer o controle e a prevenção da resistência aos antimicrobianos, articula estratégias para acabar com o uso indevido desses medicamentos e possibilita maior compreensão do problema”, destacou o ministro da Saúde.

Outros planos estão sendo criados por países como Holanda, França e Espanha e possibilitarão compreender a situação local em relação ao problema; articular ferramentas para cessar o uso indevido de medicamentos antimicrobianos na saúde humana e animal, bem como agricultura; controlar e prevenir a disseminação da resistência aos antimicrobianos; e desenvolver ferramentas de informação fortes e integradas para monitorar as infecções resistentes às drogas e o volume de antimicrobianos usados em humanos, animais e plantas.

Fonte: Ministério da Saúde (portalsaude.saude.gov.br)

HU-UEPG tem trabalho inédito em Odontologia Hospitalar

 

As residências multiprofissionais agregam qualidade no atendimento aos pacientes do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG), envolvendo profissionais de várias áreas do setor da saúde, além de outros setores de conhecimento. Nesse contexto, se insere a odontologia hospitalar, cujos profissionais estão presentes nas residências multiprofissionais de Intensivismo, Neonatologia, Saúde do Idoso, Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (uniprofissional).

Entre os serviços disponibilizados a partir dessa nova realidade do HU, está o atendimento do Ambulatório de Saúde Materno-Infantil, localizado junto ao Pronto Atendimento (PA) da Odontologia. “Trata-se de um projeto inédito em hospitais da região”, assegura o diretor do HU, professor Everson Agusto Krum, destacando o incremento de qualidade que os residentes trazem ao HU, pelo empenho na aprendizagem, busca e produção do conhecimento e, principalmente, pela dedicação no atendimento aos pacientes, no caso as gestantes e recém-nascidos.

A coordenadora da residência em Neonatologia, professora Fabiana Bucholdz Teixeira Alves, afirma que o ambulatório tem o objetivo de ampliar o atendimento à comunidade, fazendo o acompanhamento odontológico de crianças de zero a 12 meses de idade. “Os residentes atuam no sentido de promover a saúde bucal desde a primeira infância, com foco em aspectos educativos e preventivos”, diz, explicando que à medida que os bebês são atendidos, os conhecimentos sobre saúde bucal são reforçados aos pais e responsáveis. “A conscientização da família, durante a primeira infância das crianças, é fundamental para a eliminação de hábitos inadequados e a prevenção de problemas futuros”, reforça.

Conforme a professora da disciplina de Odontopediatria do curso de Odontologia da UEPG, o atendimento começa com a mãe, tendo como cenário de atuação o Ambulatório de Gestação de Alto Risco do HU. Nesta primeira intervenção dos residentes, busca-se a conscientização da mãe sobre a importância do acompanhamento odontológico no período de gestação e os cuidados com a saúde bucal da criança nos primeiros meses de vida.

O atendimento se dá a cada trimestre de gestação, resultando em três sessões, onde são repassados conhecimentos sobre a saúde bucal e saúde em geral, importância dos dentes, alterações bucais que ocorrem durante a gravidez, preparo para a amamentação, cuidados a serem tomados durante o aleitamento e importância do acompanhamento odontológico do bebê, entre outros vários itens que visam a prevenção de problemas dentários. “Estudos comprovam que crianças cujos pais receberam orientação sobre hábitos adequados apresentam significativa redução de doenças bucais”, diz Fabiana Bucholdz.

No segundo momento, parte-se para o atendimento ao bebê, sempre com a presença da mãe. A primeira ação ocorre ainda na fase do puerpério, nas primeiras 48 horas de vida, no leito. Nesse momento se enfatiza junto à mãe a importância do aleitamento materno e cuidados na amamentação e manejo da cavidade bucal. O atendimento se estende, com seções no 10º dia de nascimento; aos 30 dias, três meses, seis meses e, completando o ciclo, aos 12 meses. Em todos momentos os residentes procedem ao exame clínico da cavidade bucal e enfatizam a importância dos hábitos alimentares e de higiene para a saúde bucal.

Uma das ações de grande importância, destacada pela professora Fabiana Bucholdz, é o ‘teste da linguinha’, no qual se verifica se a criança tem a língua presa, o que pode prejudicar a amamentação. “Para os bebês diagnosticados com dificuldades de aleitamento devido a esse problema recomenda-se a cirurgia no freio lingual”, diz. Outra preocupação de dá com relação aos hábitos de sucção não nutricional, no caso o uso de chupetas ou mamadeiras, cujo uso, apesar de não recomendado, também recebe orientação.

Todas ações e procedimentos realizados são anotados em uma carteira individual e uma ficha clínica dos pacientes. Passado o primeiro ano de vida, o paciente é encaminhado para a Clínica do Bebê do curso de Odontologia da UEPG. Dependendo do caso, pode dar prosseguimento ao acompanhamento no ambulatório hospitalar, até o término da primeira infância (até os seis anos de vida). Atuam no Ambulatório de Saúde Materno Infantil as residentes Jéssica Demogalski e Naiara Gouvea.

O atendimento odontológico aos recém-nascidos se estende ainda à UTI Neonatal do HU, onde os residentes multiprofissionais em Intensivismo e em Neonatologia encontram outro cenário de atuação, trabalhando com crianças que tiverem nascimento prematuro ou que precisam de atenção especializada. Nesse caso, o atendimento ocorre diariamente, com a higiene da cavidade bucal e orientações à mãe, numa atividade que também profissionais de outras áreas, com fonoaudiólogos, da residência em Reabilitação.

A Odontologia Hospitalar também ganha espaço na residência em Saúde do Idoso, com atendimentos aos pacientes clínicos e da UTI Adulto.  O residente Jackson Luiz Fialkoski Filho explica que a inserção da odontologia no atendimento aos pacientes contribui de forma significativa para a redução do risco de infecção, do tempo de internação e até da quantidade medicamentos prescritos para o enfermo. Ressalta ainda a melhora da qualidade de vida e autoestima do paciente durante o período em que permanece no hospital.

Para o atendimento a esses pacientes, o HU investiu na aquisição de 02 consultórios portáteis (cadeira e equipamento adicionais) que pode ser levado o quarto de internamento ou ao leito da UTI Adulto. Para o residente Jackson Luiz, a utilização desse equipamento proporciona uma série de benefícios ao paciente e contribui para o sucesso do tratamento odontológico e médico. Ele ressalta que uma significativa parcela dos pacientes na faixa da terceira idade nasceu numa época em que se praticava uma odontologia mutiladora, com a extração de dentes. “Muitos têm próteses totais ou parciais e necessitam de um atendimento odontológico específico”, comenta, colocando nesse rol também os pacientes diabéticos e hipertensos.

A professora Fabiana Bucholdz observa que a introdução na Odontologia no ambiente hospitalar é bem recente. “É um novo campo de trabalho que se abre para os profissionais da área”, diz a professora, que a exemplo dos residentes tem usa primeira experiência de atuação em um hospital. “Essa experiência certamente resultará em profissionais mais capacitados ao trabalho com as demandas reais da comunidade”, afirma, observando que os acadêmicos da graduação da UEPG também serão inseridos nesse novo cenário de atuação.

HU-UEPG transmite cirurgia por sistema de videoconferência

O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) registra novos avanços na área do ensino, com a primeira transmissão, nesta sexta-feira (3), de uma cirurgia por sistema de videoconferência. No auditório do HU, professores e profissionais dos programas de residência multiprofissional e uniprofissional acompanharam, em tempo real, uma artroscopia (cirurgia indicada para tratamentos nas articulações) realizada no centro cirúrgico do hospital.

A cirurgia para reparar uma ruptura de menisco em um paciente de 25 anos foi realizada pelos ortopedistas Dalton Berri e Sessin Malek Mecheileh, com assistência do anestesista Felipe de Souza la Roca e da instrumentadora Laís Ramos. De acordo com o cirurgião, trata-se de um procedimento minimamente invasivo, com uma rápida recuperação do paciente, que recebe alta um dia após a cirurgia. “Ele sai do hospital andando e, após curto período de recuperação, pode retomar suas atividades normais”.

Conforme o diretor do HU, Everson Augusto Krum, a artroscopia é um procedimento bastante comum, realizado semanalmente no hospital. “Em média, oito por semana”, comenta, observando que, em média, o HU faz 400 cirurgias de diversos tipos por mês.  A novidade, está na interação com um numeroso grupo de profissionais que não poderia assistir à cirurgia presencialmente. “No máximo, o centro cirúrgico poderia receber dois alunos, considerando uma equipe cirúrgica, geralmente formada por dois cirurgiões, mais o anestesistas e instrumentador”, diz.

“Com o emprego da tecnologia, mais pessoas podem acompanhar o ato operatório, interagindo com a equipe cirúrgica”, reforça Everson Krum, destacando que a implantação do sistema no HU contou com o suporte do Núcleo de Informação e Análise da Situação (NUIAS), responsável pela gestão e operacionalização da tecnologia da informação no hospital. “O investimento nos equipamentos importa em R$ 180 mil (três kits, no valor de R$ 60 mil cada), resultante de doação do ex-deputado Wilson Picler e repassada ao HU via Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

O diretor do NUIAS, engenheiro Luiz Gustavo Barros, adianta que os investimentos em TI vão possibilitar a inserção do HU-UEPG na Rede Universitária de Telemedicina (RUTE). A aquisição das centrais de videoconferência abre uma série de possibilidades de recepção e transmissão de eventos, interna e externamente. O sistema é relativamente simples e consiste na acoplagem de uma câmera no equipamento usado em cirurgias por vídeo e outra câmera que capta todo o ambiente e a movimentação da equipe cirúrgica.

A transmissão da primeira cirurgia pelo sistema de videoconferência do HU-UEPG foi acompanhada pelo reitor Carlos Luciano Sant’Ana Vargas, que destacou a dedicação da equipe de direção e das áreas de suporte do hospital em buscar inovações que tragam capacitação ao seu corpo técnico, avanços na área do ensino e, principalmente, qualidade no atendimento dos pacientes. “O setor da saúde sempre foi uma das áreas de excelência da nossa instituição”, disse, observando que essa posição se consolidou a partir da implantação do curso de Medicina e do funcionamento do Hospital Universitário.

O reitor destacou ainda a importância dos residentes na estrutura do hospital. Atualmente o HU conta com mais de 70 residentes, em oito programas de residência médica e seis programas de residência multiprofissional e uniprofissonal. “A residência é exatamente isso, a prática de saúde em serviço, fazer e aprender a mesmo tempo, e nada melhor do que presenciar um procedimento em tempo real, podendo questionar e esclarecer dúvidas com os profissionais no mesmo instante”, disse, ao reforçar que o resultado desse processo é a formação de profissionais capacitados a atender e buscar soluções para a questões sociais do país.

HU-UEPG inicia ano acadêmico com mais de 70 residentes

O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) deu início, nesta quinta-feira (3), ao ano acadêmico de 2017, com a recepção aos alunos das residências médicas, multiprofissional e uniprofissional. A atividade ocorreu no auditório do HU, com a presença do diretor geral do hospital, professor Everson Augusto Krum, diretores, coordenadores das comissões e dos programas de residência e preceptores. Este ano, com o início de novos programas, o HU ultrapassa a marca de 70 residentes.

Atualmente o HU-UEPG conta com 14 programas de residência médica, multiprofissional e uniprofissional, com bolsas dos governos federal e estadual. Em residência médica, disponibiliza vagas para Clínica Geral, Cirurgia Geral, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Medicina da Família e Comunidade, Cirurgia Vascular, Neurologia, Medicina Intensiva e Ortopedia e Traumatologia. Nas áreas multi e uniprofissional, registra os programas de residência em Saúde do Idoso, Intensivismo, Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Enfermagem Obstétrica, Neonatologia e Reabilitação.

Na recepção aos residentes, o diretor do HU fez um breve histórico da residência médica, criada no final do século XIX pelo cirurgião William Halsted. Ele desenvolveu um programa para treinamento de jovens cirurgiões, baseado num modelo de dedicação integral, no qual os médicos, de fato, moravam no hospital. Por isso eram chamados residentes. No Brasil, o primeiro programa foi criado em 1945, na USP. As primeiras turmas de residentes do HU-UEPG iniciaram estudos em 2013, nas especialidades de Clínica Médica, Cirurgia Geral e Medicina da Família e Comunidade.

A estrutura do HU-UEPG, os objetivos e o funcionamento dos programas de residência e as regras de conduta dos residentes foram apresentados pela Diretora Acadêmica do HU, professora Tatiana Clínica Médica, Cirurgia Geral e Medicina da Família e Comunidade; pelo coordenador da Comissão de Residência Médica, professor Gilberto Baroni; pelo diretor técnico do hospital, professor Rafael Santos; além do diretor clínico, ortopedista Dalton Berri. No encerramento, a professora Juliana Schroeder fez uma exposição sobre a ambientação dos residentes e o TCR (trabalho de conclusão residência).

HU forma novas turmas de residência médica e multiprofissional

O compartilhamento de conhecimentos e os benefícios estendidos à comunidade foram exaltados na formatura da terceira turma de residentes médicos e segunda turma de residentes multiprofissionais do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG). A solenidade ocorreu nesta quarta-feira (15), no auditório do PDE (Campus Uvaranas), reunindo autoridades universitárias, representantes de órgãos da área da saúde e familiares dos residentes.

A cerimônia marcou a entrega de certificados aos primeiros residentes em Neurologia, Jivago Szpoganicz Sabatini; e em Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Rodrigo Tanoue. Também foram certificados os residentes em Clínica Médica, Taynara Nabozny Rodrigues da Silva, Alexandre Gustavo Ferreira de Araújo, Tales Almeida Struecker, Safira Frota de Carvalho e Débora Caroline Daer; e em Cirurgia Geral, Eliezer Ramos Plaster Verdim.

Na segunda turma da Residência Multiprofissional em Saúde do Idoso, foram certificadas Mayara Sant’Ana Diunízio dos Santos (Fisioterapia); Fernando Couto Mileo (Odontologia), Rafaelle Schram dos Santos e Andressa Schaia Rocha (Farmácia), Andressa Roberta Pereira e Thaize Carolina Rodrigues de Oliveira (Serviço Social); e Letícia Waselcoski e Paola Martins Schwab (Enfermagem).

 

Em nome dos residentes médicos, Débora Caroline Daer disse que todos tiveram ao lado mestres que, com muita paciência, estiveram dispostos a ensinar os pormenores de cada especialidade. “Dispostos a nos contar seus segredos, a compartilhar valores”. Destacou ainda a infraestrutura disponibilizada pelo HU-UEPG. “Um hospital completo, com recursos que deles tiramos proveito”. Observou que que a residência lhes ensinou que não basta apenas a técnica, a prática médica. “Não podemos jamais esquecer que a humildade é o aleto de qualquer médico. É o afago no corpo e na alma daquele que padece”.

A residente em Saúde do Idoso, Mayara Sant’Ana Diunizio dos Santos, ressaltou a importância dos cuidados dos idosos. “Cuidar dos idosos é um dom e uma troca de experiências de vida. Sabemos que todos nós estamos nesse processo de envelhecimento e na juventude devemos acumular o saber, para que na velhice façamos uso dele”.  Sobre a residência, disse que tudo se resume na palavra ‘vitória’. “Somos vitoriosos pelo aprendizado que tivemos, pois chegamos até aqui, conseguindo absorver experiências que nos farão cada dia melhor em nossas profissões”.

Para o coordenador da Comissão de Residência Médica (Coreme), Gilberto Baroni, residência é muito mais do que ensino. “O mais difícil não é o conhecimento técnico. Espero que vocês tenham aprendido”, disse. Para ele, o mais importante é ter é ter um compromisso ético na profissão. “Eu diria também que não basta apenas ser médico. A gente precisa ser cidadão. A gente precisa construir um pais melhor. Um país que tenha saúde, educação e segurança. Enfim que a gente possa viver melhor como cidadão. Que a gente tenha esse compromisso não nos basta ser apenas um bom profissional. A gente precisa exigir mais de nós mesmos”.

Para a coordenadora da Comissão de Residência Multiprofissional, Luciane Patrícia Andreani Cabral, a residência multiprofissional comprova a importância da integração e do compartilhamento de conhecimentos e experiências das diversas áreas da saúdem, em prol da qualidade no atendimento ao paciente. E nesse sentido os avanços obtidos pelo HU são visíveis. “Iniciamos com uma turma de residentes em Saúde do Idoso, em 2014. Em 2016, passamos a ofertar duas modalidades de residência ‘multi’ em Itensivismo e uniprofissional em Cirurgia Bucomaxilofacial. Nesse ano, iniciaremos outras três especialidades, Neomatologia, Reabilitação e Enfermagem Obstétrica, envolvendo profissionais de Enfermagem, Educação Física, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Odontologia e Serviço Social”.

Ao agradecer toda a equipe de gestão, de atendimento e de apoio, o diretor geral do HU, Everson Augusto Krum, disse que a certificação de mais duas turmas de residentes possibilita que se vislumbre toda a transformação pela qual passou o hospital universitário nos últimos quatro anos. “A gente pode vivenciar a mudança de algo que tinha baixo nível de atendimento, para registros de ‘overbooking’, em determinados dias”. Para ele, se constitui em orgulho, diariamente, nos diversos espaços do hospital, presenciar o encontro para discussão de casos, que a essência das residências. “São vários profissionais se integrando, acadêmicos de graduação, residentes, internos. Todos circulando no hospital com um grande de compartilhamento e transferência de conhecimento. Isso é muito gratificante. O benefício é todo da comunidade atendida pelo hospital”.

A diretora do Setor de Ciências Biológicas e da Saúde, Fabiana Postiglione Mansani (representando a Reitoria), disse que a residência é um mecanismo de verticalização do ensino. “É uma ação que valoriza ainda mais o papel da saúde em nossa instituição, bem como proporciona para comunidade o retorno de um profissional altamente capacitado”. Relembrou que a reabertura do curso de Medicina, engrandeceu a instituição, trazendo não só visibilidade, mas também a oportunidade para que os grandes médicos da região pudessem compartilhar suas experiências e os seus conhecimentos. “Em consequência disso, puderam ser implantadas as residências medicas. Que vieram a transforma o hospital regional e um gigante hospital universitário”.

Fabiana Mansani ressalta ainda que são de extrema importância, para o atendimento médico, os profissionais que fazem o cuidado do paciente e o complemento do serviço médico. “A valorização desses profissionais, enfermeira, fisioterapeutas, educadores físicos, farmacêuticas, odontólogas e assistentes sociais, se materializou com a oferta das residências multiprofissionais”, disse. Completa ainda falando sobre a parceria entre o Sebisa e o HU. “O Sebisa tem sido parceiro nessa importante ação dos cursos que permeiam o ensino e o serviço e que traz, não só o conhecimento, mas também um ganho para a comunidade através do atendimento de qualidade”.

HU-UEPG promove Encontro de Sistematização da Enfermagem

O desenvolvimento de métodos sistematizados de prestação de cuidados humanizados aos pacientes ganha atenção na primeira edição do Encontro de Sistematização da Assistência de Enfermagem dos Hospitais de Ponta Grossa e Instituições de Ensino. Com a participação de representantes das instituições de saúde e de ensino superior do município, o encontro registrou a presença da presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (COREN-PR – Curitiba), Simone Peruzzo, e da representante da Superintendência das Unidades Próprias do Paraná (SUP) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Vivian Patrícia Raksa. O evento teve desenvolvimento, das 14h às 17h, no Auditório do HU-UEPG, no Campus de Uvaranas.

Caroline Simionato Zander, chefe da Seção de Enfermagem do HU-UEPG, destacou o encontro como um espaço significativo para se registrar a trajetória da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) – e da presença do SAE no hospital. Outro ponto assinalado refere-se à criação de um grupo tendo em vista reuniões mensais, na busca de implantar a SAE em todas as instituições de saúde e de ensino na área. “É o esforço para envolver as partes em um trabalho, cada um com suas peculiaridades, para troca de ideias e compartilhar experiências na área. A aproximação se volta para criar um protocolo padrão para todas as instituições de saúde e de ensino de Ponta Grossa”.

Para Caroline Zander, a sistematização é maneira mais completa de se prestar atendimento ao paciente. ”Trazer o SAE para o HU-UEPG significa prestar atendimento humanizado ao paciente a partir de embasamentos científicos”. Ela enfatiza que o que o HU busca é o cuidado humanizado e individual ao paciente e com bases científicas. O que se se traduz na responsabilidade com os cuidados aos pacientes. Define o SAE como um atendimento específico e exclusivo do enfermeiro e um ganho real para a profissão. Isso porque traz informações e conhecimentos compartilhados. “A profissão cresce e o paciente ganha em cuidados e as instituições seguem com atendimento crescente de qualidade”.

Bem-Estar e Valorização

No encontro, Simone Peruzzo tratou dos caminhos de construção, evolução e conquistas do SAE. A presidente do Coren-PR registra o encontro como a resposta a um chamado, em 2016, que propôs ao HU-UEPG promover um evento para tratar do SAE. Destacou a necessidade do hospital se empenhar na realização do encontro de importância para Ponta Grossa se organizar e tratar da questão. Simone explica que a Sistematização da Assistência de Enfermagem nada mais é que o atendimento sistematizado a pacientes em diferentes áreas, desde a internação, passando pela enfermagem até o resultado final. Trata-se de se evidenciar o trabalho do enfermeiro na busca do bem-estar do paciente e da consolidação da profissão.

Vivian Raksa também assinalou a importância do encontro no HU-UEPG, por seu perfil de atendimento, desde o neonatal até o adulto. A representante da SUP também assinalou o significado da SAE, considerando nesse aspecto a sua importância para as atividades práticas da enfermagem. “A enfermagem traz em sua ação um conjunto de conhecimentos voltados para a assistência aos pacientes e também para a valorização da profissão”. Para o diretor do HU-UEPG, Everson Augusto Krum, o SAE é um sistema moderno de plano de cuidados de enfermagem. O diretor registra que se trata de um método científico destinado a cuidar do ser humano de forma individualizada e sistemática. O que repercute na melhoria do atendimento ao paciente.

Precursor e Desafio

Destaca que o HU-UEPG se orgulha em ser um dos precursores na implantação do SAE no Paraná. Neste aspecto, recorda também que a partir da reunião realizada em 2016, no Auditório do hospital, que registrou a presença de enfermeiros e representantes do COREN-PR e da Associação Brasileira de Ensino de Enfermagem, se propôs a realização de um evento em Ponta Grossa. A ideia era reunir integrantes de vários hospitais e instituições de ensino com curso de enfermagem, para discutir e implantar o SAE nos estabelecimentos de assistência à saúde com enfermeiros do município.

Naquela reunião houve o desafio à criação e lançamento de um site de comunicação para a área. Para o diretor do HU-UEPG, o encontro surge como um marco da enfermagem em Ponta Grossa. Na oportunidade do encontro, registrou que, em seu primeiro momento, o espaço permitiria aos participantes ter com a presença do Coren uma visão sobre o SAE; e num segundo momento a oportunidade para se discutir experiências e práticas na área. Antecipou o evento como o primeiro de muitos outros que entende serão produtivos. Everson Krum montou para o encontro um vídeo com a retrospectiva 2016 do hospital, registrando crescimentos, atendimentos e conquistas no período.

Sobre o SAE

Como os técnicos e auxiliares desempenham suas funções a partir da prescrição de enfermeiros, a Sistematização da Assistência de Enfermagem norteia as atividades de toda a equipe de enfermagem. Trata-se de uma atividade privativa do enfermeiro e se constitui na organização e execução do processo de enfermagem. Com visão holística é composta por etapas inter-relacionadas, segundo a Lei 7498, de 25 de junho de 1986 (Lei do Exercício Profissional). Apresenta-se como a essência da prática da prática da enfermagem, instrumento e metodologia da profissão. Por esse quadro, ajuda o enfermeiro (a) a tomar decisões, prever e avaliar consequências no atendimento a pacientes.

Portal HU-UEPG

Com relação ao lançamento do site, Daniele Brasil, coordenadora do Escritório de Qualidade HU-UEPG, explica que o ambiente foi estruturado pela equipe do NUIAS (Núcleo de Informação e Análise da Situação), em parceria com o Escritório da Qualidade, tendo a funcionalidade de apresentar o hospital e suas atividades desenvolvidas. Também auxiliar na orientação a pacientes, visitantes e acompanhantes assim como aos estudantes e servidores da instituição. Registra que a construção do espaço iniciou, em 2016, a partir do trabalho da equipe do NUIAS, e vem sendo alimentado pelo Escritório da Qualidade que organiza os dados para divulgação no site.

Ao registrar o endereço do site (hu.uepg.br), Daniele observa que o portal proporcionará aos usuários um canal de comunicação com a instituição, e possibilitará um contato mais próximo com a direção do hospital. Quanto às novidades do espaço, diz que, primeiramente, o portal visa mostrar as atividades do hospital, com a inclusão de protocolos e outras orientações, posteriormente. “O portal mostra os integrantes da equipe de gestão, assim como as comissões existentes na instituição. Estão listadas as principais especialidades médicas, orientações a pacientes quanto aos horários de visita e troca de acompanhantes”.

Acentua a importância do projeto do portal para estabelecer um canal de informação aos usuários do hospital, assim como um meio de divulgação das ações desenvolvidas na instituição. “A conquista do espaço é extremamente relevante na estratégia de divulgar as ações desenvolvidas pelo hospital. Está ainda em estruturação, e será alimentado previamente pela equipe do NUIAS, em parceria com o Escritório da Qualidade. Posteriormente pretende-se ter um serviço próprio para atualização do site”. Trata-se de canal de comunicação para manter informados estudantes, servidores e a população atendida.

HU-UEPG recebe mais 19 bolsas para programas de residência

O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) foi contemplado com mais 19 bolsas do Ministério da Saúde para os programas de residência multiprofissional e uniprofissional. Desse total 15 bolsas vão beneficiar os novos programas de residência em Enfermagem Obstétrica (4 bolsas) e em Neonatologia (11 bolsas), além de mais quatro bolsas para a residência em Intensivismo, que já contava com 10 bolsas.

O diretor do HU-UEPG, Everson Augusto Krum, destaca a conquista dessas novas bolsas como consequência da qualidade e da infraestrutura dos programas de residência multiprofissional e uniprofissional do hospital, avaliados e autorizados pela Comissão Nacional de Residência Multiprofissional (CNRM) e pela Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação. “Somos reconhecidos pela infraestrutura do hospital e pela qualificação do corpo clínico e docentes de vários cursos envolvidos nos programas”, diz.

Em 2017, o HU-UEPG contará com 68 residentes multiprofissionais e uniprofissionais. São 53 no primeiro ano de residência (R1) e mais 14 no segundo ano (R2). Desse total, 57 são mantidos com bolsas custeadas pelo Ministério da Saúde. Os demais bolsistas são mantidos com recursos da Secretaria de Saúde do Paraná (Sesa). “Com o aumento da participação do governo federal no custeio das bolsas, o HU-UEPG pode investir recursos próprios em outras áreas”, diz o diretor do hospital, ressaltando a importância dos residentes na estrutura de atendimento aos pacientes. “A população é a maior beneficiada”, reforça.

O HU-UEPG oferta residências multiprofissionais em Saúde do Idoso, que envolve profissionais de enfermagem, farmácia, fisioterapia, odontologia e serviço social; em Intensivismo, com envolvimento de graduados em enfermagem, farmácia, fisioterapia, odontologia e serviço social; em Neonatologia, com vagas para formados em enfermagem, farmácia, análises clínicas, fisioterapia, odontologia e serviço social; e em Reabilitação, aberto a formados em educação física, fisioterapia, fonoaudiologia e serviço social.

O programa uniprofissional em Enfermagem Obstétrica abre oportunidades exclusivamente para graduados em Enfermagem; da mesma forma que o programa de residência em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial é aberto apenas a profissionais da odontologia. Todos os programas caracterizam-se por formação de pós-graduação, modalidade treinamento em serviço, com bolsa no valor de R$ 3.330,43.

VAGA REMANESCENTE

Após o término das inscrições da residência em saúde do idoso, a área de enfermagem possui uma vaga em aberto, sendo assim a Comissão de Residência Multiprofissional da UEPG, decidiu ofertar uma vaga remanescente, em edital que será divulgado em breve.

HU-UEPG promove encontro de Sistematização em Enfermagem

O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) promove, em 14 de fevereiro, o Primeiro Encontro de Sistematização da Assistência de Enfermagem dos Hospitais de Ponta Grossa e Instituições de Ensino. O evento transcorrerá das 14h às 17h, no auditório do HU-UEPG, com a participação de representantes das instituições de saúde e de ensino superior do município, além da presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Paraná – COREN-PR, Simone Peruzzo, e da representante da Superintendência das Unidades Próprias do Paraná (SUP) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Vivian Patrícia Raksa.

De acordo com a chefe da Seção de Enfermagem do HU, Caroline Simionato Zander, a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) pode ser entendida como a organização das condições necessárias à realização do processo de enfermagem. “Essa sistematização foi desenvolvida como método específico de aplicação da abordagem científica na prática”, diz. Para ela, a ideia que melhor define a SAE é o desenvolvimento de métodos sistemáticos de prestação de cuidados humanizados. “É essa a meta do HU-UEPG, um cuidado humanizado com embasamento científico”.

Nesse primeiro encontro, segundo Caroline Simionato Zander, serão abordados aspectos sobre a importância da SAE nas instituições, com breve histórico da implantação do processo e como ele se desenvolve no HU-UEPG. “Vamos ainda formar um grupo de Gestores da SAE de Ponta Grossa. “Este grupo vai se reunir todos os meses, buscando aprimorar, discutir e trocar experiências, com objetivo de garantir a qualidade e organização da assistência de enfermagem, visando ao cuidado integral e individual de cada paciente.

Na programação, a presidente do COREN-PR vai conduzir uma mesa redonda sobre a SAE, interagindo com todos os participantes. Já a representante da SUP/Sesa vai repassar informações sobre a implantação da SAE no Sistema de Gestão Hospitalar do Estado do Paraná (GSUS), utilizando em todos os hospitais públicos paranaenses, incluindo o HU-UEPG. O GSUS foi desenvolvido pela Celepar para a Secretaria de Saúde e é operado via internet, podendo ser utilizado em diversas unidades de forma integrada, além de permitir o compartilhamento do prontuário do usuário entre diferentes unidades de saúde.

O diretor do HU-UEPG, Everson Augusto Krum, afirma que o SAE é um sistema moderno de plano de cuidados de enfermagem. “É um método científico destinado a cuidar do ser humano de forma individualizada e sistematizada, ocasionando melhoria no atendimento ao paciente. “O HU se orgulha em ser um dos precursores na implantação da SAE no Paraná”, diz, lembrando que partir de uma reunião ocorrida ano passado, no auditório do hospital, com a presença de enfermeiros e representantes do COREN-PR e da Associação Brasileira de Ensino de Enfermagem se propôs a realização de um evento em Ponta Grossa, com integrantes dos vários hospitais e instituições de ensino com curso de Enfermagem, para discutir e implantar SAE nos estabelecimentos de assistência à saúde com enfermeiros do município.