Equipes da UTI do HU recebem capacitação de projeto Proadi-Sus

Na quinta (06), uma equipe do Hospital Sírio Libanês, que orienta o projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil”, financiado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), esteve no Hospital Universitário (HU-UEPG) para avaliar os resultados, conversar com a equipe e acompanhar as ações do projeto. Durante a visita, foram analisados os índices e foram debatidas atitudes para melhorar ainda mais a qualidade do atendimento.

Além disso, a equipe realizou uma capacitação para identificar o conhecimento dos profissionais de saúde e identificar possíveis falhas. “A capacitação feita aqui foi muito produtiva”, enfatiza a enfermeira Daniele Brasil, líder do projeto no HU-UEPG. “Fiquei muito orgulhosa da equipe, por ver que as ações do projeto fazem parte do cotidiano da UTI e que as ações de prevenção realmente são feitas com nossos pacientes. Isso se reflete nos números: zerar infecções de corrente sanguínea, alcançar uma mediana zero de infecções de trato urinário e de pneumonia associada à ventilação mecânica são sinais de que realmente a equipe se importa com o que estão fazendo dentro da UTI e que eles sabem o que estão fazendo”, comemora.

Proadi-Sus

O projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” é realizado por meio do PROADI-SUS, em parceria com o Institute for Healthcare Improvement e hospitais de excelência, que atuam como orientadores (coachs). São cinco hospitais que comandam e orientam grupos de instituições (hubs), cada um com 24 hospitais participantes. “O hub do Hospital Sírio Libanês, do qual fazemos parte, é o que tem obtido melhores resultados em todo o país”, enaltece Daniele.

Segundo a enfermeira, o projeto está em andamento no HU desde dezembro de 2017. Ela comemora os resultados rápidos da implantação do projeto: “As melhorias esperadas para alguns anos foram atingidas já no primeiro ano de projeto. Isso é resultado do engajamento da equipe e entrosamento dos setores envolvidos”.

O intuito do projeto é orientar quanto às melhores práticas de cuidado com a segurança do paciente em hospitais de saúde pública. Em 3 anos de projeto (2017-2020), a meta, em âmbito nacional, é de reduzir em 50% o número de infecções relacionadas à assistência à saúde, em especial as infecções mais comuns nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI): infecção na corrente sanguínea associada ao uso de Cateter Venoso Central; pneumonia associada à ventilação mecânica; e infecção do trato urinário associada ao uso de Cateter Vesical de Demora.

Texto e Fotos: Aline Jasper | Comunicação HU-UEPG

Hospital Universitário realiza mais de 5300 cirurgias em 2019

O Centro Cirúrgico do Hospital Universitário da UEPG realizou, durante o ano de 2019, 5382 procedimentos cirúrgicos. Esse número aumentou 13,16% com relação à quantidade de cirurgias realizadas em 2018 (4756 cirurgias).

Como conta a chefe do Centro Cirúrgico, a enfermeira Caroline Simionato Zander, esse aumento tem sido progressivo nos últimos anos. Em 2011, foram realizadas 687 cirurgias, o que representa um aumento acumulado nos últimos 8 anos de 683,4% no número de procedimentos. São, em média, 4700 pacientes a mais que passam por procedimentos cirúrgicos por ano.

O reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, enfatiza a importância dos serviços prestados pela universidade para a comunidade de Ponta Grossa e da região. “Queremos deixar como marca desta administração da UEPG o aumento crescente da eficiência, tanto administrativa quanto política, e de nossa responsabilidade social, marcando positivamente a vida da comunidade de uma maneira que só uma instituição pública de ensino superior, que faz a gestão do maior hospital dos Campos Gerais, tem condições de fazer”, diz Sanches.

Melhorias na estrutura do Bloco Cirúrgico permitiram a ampliação dos atendimentos. “O aumento do número de cirurgias foi possível graças à chegada de 2 novas modernas mesas cirúrgicas, 2 novos carrinhos de anestesia, a adequação de uma nova sala cirúrgica, tudo isso aliado à otimização das atividades no centro cirúrgico, adequações técnicas e maior pontualidade para início das cirurgias”, cita o vice-reitor da UEPG, professor Everson Krum.

Ele destaca ainda a eficiência das equipes de apoio, como a equipe de higienização das salas, que trabalha para deixar as salas limpas no menor tempo possível para o início do próximo procedimento. Outra melhoria recente para o Bloco Cirúrgico foi a instalação de novas torneiras para higienização das mãos, permitindo a mínima contaminação das mãos após a realização da antissepsia, que é a limpeza das mãos e braços da equipe cirúrgica no preparo pré-operatório.

“Este aumento de cirurgias ocorreu sem que se esquecesse a Segurança do Paciente, que se preocupa com a identificação correta do paciente e do procedimento a ser realizado. É o HU consolidando cada vez mais sua participação na saúde dos Campos Gerais”, comemora Krum. Todos os atendimentos do Hospital Universitário da UEPG são por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Do total de cirurgias em 2019, foram 1021 procedimentos de urgência, 2990 cirurgias eletivas (tratamentos cirúrgicos que podem ser agendados para a melhor data, após a realização de exames) e 1371 semi-eletivas. Dentre as especialidades, o maior número de procedimentos foi realizado pela Ortopedia (1784 procedimentos) e Cirurgia Geral (1339). Também foram realizadas cirurgias de diversas especialidades: Cirurgia Vascular, Otorrinolaringologia, Cirurgia Pediátrica, Neurocirurgias, Bucomaxilofacial, Gastroenterologia, Ginecologia, Plástica Reconstrutora, Urologia, Cirurgia Torácica, Oncologia, Mastologia e Proctologia.

A diretora geral do Hospital Universitário, Luciane Andreani Cabral, ressalta a vocação do hospital em atender traumas e procedimentos de urgência e emergência. “O aumento no número de cirurgias ocorreu mesmo em um cenário de dificuldades, em que foi necessário fazer ajustes internos para atender à demanda crescente de atendimentos do SUS e também absorver parte dos procedimentos de emergência em neurocirurgia da região”.

Também contribuíram para a agilidade dos atendimentos os mutirões, que são uma medida de incentivo à diminuição da fila de espera dos pacientes por cirurgias eletivas pelo SUS. Nesse formato, a equipe cirúrgica é dobrada e são preparadas de duas a três salas por especialidade. “Enquanto a equipe médica inicia a cirurgia em uma das salas, outra sala já é preparada, com o material cirúrgico organizado, disposição da equipe de instrumentadores e circulantes e posicionamento do paciente na mesa cirúrgica”, conta Caroline.

Gincana HU Seguro capacita cerca de 800 funcionários em 2019

Durante o ano de 2019, o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do Hospital Universitário da UEPG realizou a Gincana HU Seguro. De forma descontraída, cerca de 800 funcionários do hospital puderam receber capacitações sobre os protocolos ou metas de segurança do paciente.

Como conta a enfermeira Lígia Nicodemo, coordenadora do Núcleo de Segurança do Paciente, o objetivo da gincana, além de capacitar os funcionários, foi de incentivar o trabalho em equipe. “Trabalhando em equipe ficamos mais motivados e comprometidos; afinal, uns dependem dos outros, e todos são responsáveis pelas falhas e pelo sucesso”, observa.

De janeiro a dezembro, foram trabalhados assuntos relacionados à segurança do paciente. Em cada mês, depois de uma explicação sobre a meta trabalhada, uma atividade diferente tornou lúdica a apresentação dos temas. “Foi realizada uma competição recreativa entre os setores, e o setor com a maior pontuação no final do mês recebia um certificado e um prêmio”, conta Lígia.

Os protocolos de segurança do paciente são normas ditadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que enumeram pontos que precisam ser trabalhados para evitar erros e eventos adversos na assistência em saúde. São metas que não requerem muito investimento para implantação, mas que garantem uma qualidade e segurança no atendimento.

Em janeiro, foi trabalhada a identificação correta do paciente, a partir de um jogo de tabuleiro : o “Caminho da Segurança”. No mês seguinte, a meta trabalhada foi a comunicação efetiva. Por meio de um jogo animado, os funcionários adivinhavam os nomes de músicas por meio de mímicas.

A segurança no uso, administração e prescrição de medicamentos foi o tema trabalhado em março, com o jogo “Roda a Roda HU Seguro”. Em abril, mês nacional de segurança do paciente, três palestras abordaram o tema de forma abrangente: “Erros de Medicação: Por que devemos nos preocupar?”, com a farmacêutica Fernanda Teleginski; um relato de experiência da técnica de enfermagem Karine Mariano Rosa a partir da participação no projeto de redução de infecções Proadi-SUS na UTI Adulto do HU-UEPG; e a palestra “Inteligência Emocional”, ministrada pelas acadêmicas de psicologia Anna Carolina Dechandt Von Henneberg e Sabryna Martins.

Em maio, motivada pelo dia mundial de higienização das mãos, a gincana trouxe o “Passa ou Repassa da Higienização das Mãos”, em que quem acertava as perguntas colava adesivos com vírus e bactérias nos colegas, além de um concurso em que os funcionários elaboraram frases relacionadas ao tema, que foram expostas no mural do hospital. As atividades de maio contaram com a parceria do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (Nucih).

Em parceria com o Centro Cirúrgico, o “Jogo do Banquinho” movimentou o mês de junho, a partir da meta “Cirurgia Segura”. Cada participante sorteava uma letra e tinha que falar o nome de algo que estivesse relacionado no protocolo de cirurgia segura, e o último a ficar no jogo recebia uma lembrança.

O protocolo de prevenção de lesão por pressão ganhou uma festa caipira em julho: em parceria com a enfermeira Priscila Tozetto, foi feita uma pescaria, em que cada peixe tinha uma pergunta relacionada ao assunto do mês e os ganhadores recebiam uma “prenda”. Já em agosto, a “Cobra-Cega da Queda” conscientizava sobre a prevenção de quedas, com um ambiente cheio de obstáculos e a equipe orientando um participante vendado a encontrar o objetivo da prova.

Setembro é o mês internacional de segurança do paciente, o que levou a equipe do Núcleo a passar em todos os setores realizando capacitações sobre as funções do NSP e a importância dos protocolos. Em novembro, o “Ding-Dong da Segurança”, vídeo-clipes com paródias elaboradas pelos funcionários trouxeram para a gincana o tema “cultura de segurança”.

Para finalizar a gincana, o tema “Motivação” trouxe três palestras e debates para os funcionários: em parceria com o programa UEPG Abraça, com os acadêmicos de psicologia Ricardo e Fernanda; com o palestrante externo Dartagnan Vargas e com a técnica de enfermagem do HU, Karine Souza. “As palestras fecharam com chave de ouro a Gincana HU Seguro. Agradecemos a todos que participaram e aprenderam um pouco mais sobre a segurança do paciente”, finaliza Lígia.

Texto: Aline Jasper | Fotos nas redes sociais do Hospital Universitário: www.instagram.com/hospitaluniversitariouepg e www.facebook.com/hospitaluniversitariouepg

HU-UEPG realiza segunda doação de pulmão para transplante

Nesta sexta (03), o Hospital Universitário da UEPG realizou uma captação de órgãos de um doador de 24 anos. Foram doados rins, fígado, pâncreas, pulmão e valvas cardíacas. Esse é o segundo pulmão captado nos quatro anos de existência da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) no HU-UEPG.

O consentimento da família para a doação de órgãos permitiu que sete pessoas que esperam por um transplante possam ser atendidas. O pulmão foi levado via helicóptero para São Paulo e os demais órgãos foram por via terrestre para Curitiba. O procedimento foi realizado por equipes do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Angelina Caron, de Curitiba, com suporte das equipes do Centro Cirúrgico do HU.

Segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes, de janeiro a setembro de 2019 foram captados 72 pulmões em todo o território brasileiro. Como conta Guilherme Arcaro, coordenador da CIHDOTT do HU, esse tipo de captação é rara por uma série de motivos, como a dificuldade de encontrar doadores e receptores compatíveis, a complexidade da retirada do órgão e o curto tempo de sobrevida dos pacientes que aguardam transplantes de pulmão. No Paraná, somente um hospital está credenciado para fazer o transplante de pulmão: o Hospital Angelina Caron, em Curitiba, que realizou seu primeiro transplante em dezembro de 2019.

Como funciona o protocolo de doação de órgãos e tecidos dentro do Hospital?

O processo é composto por muitas etapas: desde o momento em que se detecta a possibilidade de morte encefálica em um paciente até a efetivação de um transplante de órgãos, são diversos profissionais envolvidos e uma série de decisões tomadas com responsabilidade e respeito. Morte encefálica é nome legal dado ao óbito de um paciente: é a interrupção irreversível das atividades cerebrais.

De acordo com as orientações da Secretaria de Saúde do Paraná, é preciso que a avaliação da morte encefálica seja feita por dois médicos de diferentes áreas, por meio de um complexo protocolo de exames clínicos e exames complementares. O intuito destes procedimentos é eliminar as dúvidas no processo e comprovar que, realmente, não há mais nenhuma atividade cerebral.

“A prioridade do atendimento da equipe do HU, desde o momento em que há a possibilidade de morte encefálica, é de manter um diálogo transparente com a família”, conta Guilherme. Essa preocupação é reiterada pela assistente social Inês Chuy Lopes, que faz parte da equipe multidisciplinar que atende às famílias dos pacientes. Ela assinala que o foco primordial é o acolhimento, tanto dos pacientes quanto de suas famílias, e o acompanhamento da situação psicológica e social destes acompanhantes.

Quando se confirma a morte encefálica, o primeiro passo tomado pela equipe é garantir que haja um entendimento por parte dos familiares do que significa a morte cerebral e uma compreensão da situação. É só depois de garantir o controle emocional que se oferece a possibilidade de ajudar outras pessoas por meio da doação de órgãos.

Há um cuidado especial na forma de tratar o assunto, de acordo com o coordenador da CIHDOTT: “São utilizadas técnicas para a abordagem da família, oferecendo sempre o apoio emocional e explicando de forma clara como funciona o processo de doação. Buscamos tirar as dúvidas e superar preconceitos que são comuns quando se trata deste assunto”, explica.

Doação de órgãos: é preciso falar sobre isso

A doação de órgãos é uma decisão que, mesmo tomada em meio à dor da perda de um familiar, salva vidas e se traduz em um ato de amor. “Saber que ao menos uma parte de seu ente querido pode continuar a viver e dar vida a outra pessoa faz com que a grande maioria das famílias que optam pela doação de órgãos saia consolada, de certa forma”, explica Ines, assistente social do HU.

Todo paciente de hospital que esteja em morte encefálica é um potencial doador. Segundo a Central Estadual de Transplantes, são contraindicações para a doação de órgãos e tecidos as doenças infectocontagiosas, câncer e infecções graves. No caso de infecções que estejam respondendo a tratamento, é possível doar.

Cada doador pode salvar várias vidas: pode-se doar córneas, coração, fígado, pulmão, rim, pâncreas, ossos, vasos sanguíneos, pele, tendões e cartilagem. Como conta Guilherme, a determinação de quais órgãos podem ser doados é através de uma avaliação clínica de viabilidade. “Além disso, há um respeito ao prazo máximo pedido pela família para liberação do corpo: órgãos como pele e ossos precisam de mais tempo para retirada”, complementa.

 

HU recebe peça de teatro neste domingo (15)

Na tarde deste domingo (15), às 15h, a peça “As Aventuras de Juvenal – o vassourinha real” toma o saguão do Hospital Universitário da UEPG. A iniciativa é do grupo de teatro da OAB Paraná e Caixa de Assistência dos Advogados do Paraná.

Com texto de Silvio Kanda, o  espetáculo é uma montagem teatral para o público infantil, que conta a história de Juvenal, um jovem que acaba de ser contratado para ser o ‘vassourinha real’ e fazer toda a limpeza do castelo. Durante a peça, o jovem enfrenta diversos desafios, para cumprir a missão de salvar a vida do Rei.

“Esta é uma fábula infantil recheada de aventura, suspense e emoção, em que as crianças, juntamente com o Juvenal, aprenderão inúmeras lições que levarão para a vida toda. Se você é daqueles que sabem que ‘nem tudo o que é belo é bom; que nem tudo o que se escuta é verdade, e que nem tudo é o que parece’, você tem que conferir este espetáculo”, destaca a organização do evento.

O objetivo é trazer um momento de descontração e confraternização para os servidores e funcionários do Hospital e para seus familiares. “É como se fosse um ‘dia da família no trabalho’: esperamos que os servidores tragam seus filhos para se divertir com a peça”, convida a chefe de enfermagem do HU, Simone Hanke.

Texto: Aline Jasper | Foto: Divulgação

Coral Expresso Princesa dos Campos apresenta canções de Natal no HU

Nesta quarta (11), o Coral Expresso Princesa dos Campos apresentou um repertório de canções de Natal no saguão do Hospital Universitário da UEPG. O grupo, que prepara apresentações específicas para cada época do ano, conta também com a iniciativa de inclusão de surdos no coral, com acompanhamento de profissional intérprete de libras.

Fotos: Aline Jasper

  

Hospital Universitário realiza curso de inserção de cateter venoso (PICC)

Enfermeiros e residentes de enfermagem realizaram, no último domingo (08), um curso de punção de cateter central de inserção periférica (PICC) no Hospital Universitário da UEPG. O curso aconteceu durante os períodos de manhã e tarde e contou com uma parte teórica e estações práticas.

“Este curso habilitou os residentes de enfermagem, enfermeiros do serviço e da cidade para realizarem o procedimento de punção de cateter central de inserção periférica, que é um procedimento privativo do enfermeiro que só pode ser realizado por profissionais habilitados”, conta Melina Lopes Lima, coordenadora do Centro de Simulação Realística do HU-UEPG. Foram capacitados 27 enfermeiros, sendo 12 residentes em saúde do idoso, 2 residentes em neonatologia, 3 enfermeiros de outros serviços da cidade e 10 enfermeiros do serviço do Hospital Universitário.

O curso foi ministrado pelos enfermeiros Juliana Cristina Estefanski da Silva, Simonei Bonatto, Guilherme Arcaro e Danielli de Souza Machado, e abordou o caráter prático e teórico da utilização do dispositivo. O PICC é um dispositivo utilizado para administrar substâncias que não podem ser inseridas perifericamente ou para utilizar o acesso por um longo período de tempo, para administrar antibióticos, antifúngicos, hemoderivados, nutrição parenteral, quimioterápicos, dentre outros.

Durante o curso, foram abordados o histórico do uso de administração de substância na rede venosa e o início da utilização do cateter de PICC, gerenciamento de risco na terapia endovenosa, perfil do paciente que possivelmente utilizará o catéter, conceito e legislação, indicações e contraindicações da inserção do PICC, anatomia do sistema vascular, manutenção do cateter, interação medicamentosa, contraindicação de utilização para administrar determinadas infusões, complicações e cuidados, além de um momento reflexivo com relação à utilização do PICC, cuidados e o papel do enfermeiro neste contexto.

Nas estações práticas, foi possível aprender a técnica do preparo da pele, preparo do material, inserção, fixação, troca de curativo e retirada do PICC, por meio da simulação de todas as etapas do procedimento. “Os alunos fizeram a seleção do material, medição do cateter, degermação das mãos, paramentação, colocação de campos estéreis, antissepsia da pele, inserção do cateter, e aprenderam dicas para facilitar a passagem do cateter, cuidados com o cateter, confirmação do cateter em raio x e como fazer o botão anestésico”, enumera Melina.

A coordenadora conta ainda que há a previsão de uma nova edição do curso em fevereiro, para capacitar mais profissionais interessados. “A nova edição terá uma duração maior, de um dia e meio de curso, e contará com uma estação de punção de acesso central guiada por ultrassom”, antecipa.

Texto e fotos: Aline Jasper | Comunicação HU-UEPG

Ambulatório de Gestação de Alto Risco completa 7 anos

 O Ambulatório de Gestação de Alto Risco do Hospital Universitário (HU-UEPG) completou nesta quinta (28) sete anos de atendimento. São cerca de 400 gestantes por mês, vindas de 11 municípios dos Campos Gerais, que recebem cuidados especializados de enfermagem e obstetrícia.

O ambulatório integra as atividades da Rede Mãe Paranaense, programa do governo do Paraná que organiza as ações de atenção às gestantes e bebês no pré-natal, puerpério, e durante o desenvolvimento e crescimento da criança. No Hospital Universitário, o atendimento foi inaugurado em 28 de novembro de 2012, para atender às gestantes de alto risco dos municípios de abrangência da 3ª Regional de Saúde.

O ambulatório atende gestantes de alto risco, encaminhadas pelas unidades básicas de saúde, devido a intercorrências obstétricas e clínicas durante a gestação. A enfermeira obstétrica Maria Helena Ricken explica que as intercorrências obstétricas compreendem diabetes, hipertensão, uso de drogas lícitas e ilícitas, obesidade mórbida, dentre outras; enquanto que as intercorrências durante a gestação podem ser sangramentos, descolamento de placenta, e outras anormalidades que podem causar um parto prematuro ou complicações para a mãe ou bebê.

Certificadas como alto risco no atendimento básico em seu município de origem, as gestantes são reavaliadas pelo ambulatório. O acompanhamento específico complementa as ações da atenção primária (unidades básicas de saúde) e atenção terciária (maternidade). “Fazemos a consulta de enfermagem, consulta médica, encaminhamentos para especialidades, encaminhamentos para exames, exames especiais, educação individual e coletiva, monitoramento dos municípios”, conta Maria Helena. Além da enfermeira obstétrica, o ambulatório conta com o trabalho de sete médicos obstetras, duas técnicas de enfermagem, um técnico de apoio e a equipe multiprofissional do hospital, composta por assistentes sociais, psicólogos, dentre outros profissionais.

Texto e fotos: Aline Jasper |  Comunicação HU-UEPG

Abrace o HU recebe moção de aplauso

A associação Abrace o HU recebeu, na quarta (20), uma moção de aplauso do vereador Rudolf Polaco (PPS). A homenagem reconhece o trabalho dos voluntários na organização e desenvolvimento de projetos que possibilitem a arrecadação de recursos físicos, humanos e financeiros para atender às demandas de usuários, estudantes e servidores do Hospital Universitário da UEPG.

Como destaca a professora Fabiana Bucholdz Teixeira Alves, diretora de projetos da Abrace o HU, a associação é baseada, principalmente, no trabalho em equipe. “Estamos plantando a sementinha da solidariedade e construindo um apoio para nosso Hospital Universitário, seja na parte financeira, de ensino, pesquisa, porque tudo reflete na qualidade da prestação de serviços”. Fabiana enfatiza que a humanização do atendimento do SUS gera um diferencial para o hospital, e é uma das prioridades das atividades.

O vereador Rudolf Polaco ressaltou a importância do trabalho na saúde, área em que se trabalha com vidas. “Que esse seja um pontapé para que mais pessoas se envolvam com o projeto, fazendo a diferença para as pessoas que mais necessitam”, elogia.

 

Texto e fotos: Aline Jasper | Comunicação HU-UEPG

Obra da Maternidade do HU-UEPG recebe R$2,9mi

A nova ala da Maternidade do Hospital Universitário da UEPG recebeu o aporte de R$2,9 milhões para a conclusão das obras. Os recursos, liberados no início do mês pelo Governo Federal a partir do Ministério da Saúde, foram destinados pelo deputado federal Aliel Machado (PSB).

O professor Everson Krum, vice-reitor da UEPG, destaca que o Hospital Universitário tem a única maternidade pública da região. “Com a liberação e depósito destes recursos, fica viabilizado o cronograma para finalização das obras da Maternidade do HU. Com esta garantia financeira é até possível acelerar o ritmo para que, em breve, as gestantes sejam acolhidas e atendidas numa estrutura ainda mais moderna”, comemora.

Para o deputado Aliel Machado, a maternidade pública é uma obra essencial para a região. “A maternidade irá atender a mães e bebês de todo os Campos Gerais. É uma grande alegria poder contribuir, através do nosso mandato, para a melhora no atendimento à população. Trata-se da maior emenda individual já indicada por um deputado ao município, o que demonstra a nossa prioridade em atender aos que mais precisam”, aponta o parlamentar.

“A maternidade é sem dúvida uma das nossas prioridades. Estamos acompanhando a obra desde o início, sempre buscando auxiliar junto ao Ministério da Saúde no que for necessário para acelerar o processo”, relata Aliel. O reitor da UEPG Miguel Sanches Neto reforça que a intervenção do deputado junto ao Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta fez com que o valor fosse depositado ainda em novembro. “A conclusão das obras em andamento, que impactem o maior número de pessoas, é prioridade da nova gestão”, destaca.

A obra deve permitir ampliar também a oferta de residências médicas e multiprofissionais, complementa a diretora geral do HU-UEPG, Luciane Cabral. “Com a liberação dos recursos e a finalização das obras da Maternidade, poderemos ampliar os atendimentos destinados à mulher, oferecer consultas e procedimentos em gineco-obstetrícia, além de otimizar o aprendizado dos cursos de graduação e residências da área da saúde. Além da residência em Enfermagem Obstétrica, já oferecida pelo hospital, há a possibilidade de ofertar vagas de residência médica em Ginecologia e Obstetrícia”, enfatiza.

Sobre a obra

A Maternidade terá dois pavimentos em concreto armado, área de cerca de 1300 metros quadrados, 20 leitos em 10 quartos, sala para atendimento de emergência e consultórios obstétricos. Além disso, o HU continua a atender às gestantes nos leitos já existentes, centro obstétrico e pronto atendimento especializado integrado ao programa Rede Mãe Paranaense.

Além da edificação principal, está prevista uma ampliação de 481 metros quadrados de área para estacionamento. Toda a calçada de acesso ao HU será refeita para eliminar irregularidades, incluir novas rampas no meio fio e colocação de piso podotátil, para acessibilidade. O vice-reitor da UEPG lembra que está sendo construído um Pronto Atendimento exclusivo para gestantes. “Além disso, teremos salas de exames, quartos modernos e confortáveis pensando num dos melhores momentos para a mulher, que é o nascimento de seu bebê”, complementa.

Maternidade HU

A maternidade do Hospital Universitário está em funcionamento desde julho de 2016, a partir da interrupção do atendimento materno-infantil até então disponibilizado pelo Hospital Evangélico. A maternidade conta com 41 leitos. Desde o início das atividades, foram cerca de 7500 nascimentos, e atualmente são realizados aproximadamente 8 partos por dia.

Como aponta o professor Everson, os indicadores de parto normal do HU são semelhantes aos de países de primeiro mundo. Dos cerca de 3000 partos realizados por ano no HU-UEPG, mais de 70% são partos normais. O baixo índice de cesáreas vem na contramão da média brasileira, que é a segunda maior do mundo: no país, 44% dos partos são cesáreas. Em alguns hospitais, este índice chega a 90%.

O Hospital Universitário possui a única maternidade da região que atende risco habitual e risco intermediário, obedecendo à classificação do programa Rede Mãe Paranaense. Além do Centro Obstétrico e da Maternidade, o HU conta ainda com um berçário para acolher as crianças que não possam ficar junto às mães nos quartos por indicação clínica, e 12 leitos de UTI Neonatal e Pediátrica, para as crianças que necessitam de tratamento intensivo.

Recursos

A obra já recebeu outra destinação de verbas do deputado Aliel Machado, no valor de R$4 milhões. Além disso, a deputada estadual Mabel Canto indicou, em setembro deste ano, R$2,4 milhões para aquisição de equipamentos.