Conselho Regional de Medicina realiza julgamento simulado na UEPG

O Conselho Regional de Medicina do Paraná realiza nesta sexta (08) um julgamento simulado de uma infração ética de um profissional médico. O evento, que é parte do projeto de Educação Médica Continuada do CRM-PR, acontece no PDE, no Campus Uvaranas, as 19h30 às 21h.

O objetivo da atividade é abrir espaço para que médicos, acadêmicos de medicina ou direito, advogados e médicos residentes conheçam de perto a situação em que o profissional médico é julgado por uma infração ética, como funcionam os trâmites e quais as consequências no caso de condenação. As inscrições são abertas para acadêmicos, profissionais e público em geral, pelo link https://www.crmpr.org.br/Julgamento-Simulado-em-Ponta-Grossa-0811-131-52319.shtml.

Como enfatiza a conselheira do CRM-PR Tatiana Menezes Cordeiro, o evento é uma oportunidade para se verificar como é feito o procedimento dentro do Conselho de Medicina. “O Conselho tem dentre suas funções fiscalizar o trabalho do médico. Após receber queixas de pacientes, colegas ou gestores, o órgão analisa se há a possibilidade de algum tipo de infração ao código de conduta médica, abre uma sindicância e, depois de concluir que houve indícios de infração, acontece um julgamento”, conta a médica.

Tatiana destaca ainda que o evento pode contribuir para a formação de profissionais da medicina e também do direito, já que, no Conselho de Medicina, o julgamento acontece com a participação do denunciado e denunciante, com seus respectivos advogados, de forma similar aos julgamentos de direito. “Após ouvir as partes, o parecer da sindicância e verificar se houve indícios de infração ética, os conselheiros propõem e votam punições, que podem ir desde censura confidencial até a cassação do direito de exercer a medicina”, descreve.

Compõem a mesa os figurantes convidados: como presidente, Roberto Issamu Yosida; como relator, Meierson Reque Junior; como revisora, Tatiana Menezes Garcia Cordeiro; como advogado de acusação, Martim Afonso de Paula; como advogado de defesa, Victor Mauro; como denunciante, Gisele Cuzzuol Pedrini; e como denunciado, Ladislao Obrzut Neto.

Texto: Aline Jasper

HU-UEPG divulga resultados de edital de residências

O Hospital Universitário da UEPG divulgou nesta terça (05) os resultados dos editais de seleção de residentes multiprofissionais e uniprofissionais em saúde. São 73 vagas, em nove programas de residência, com direito a bolsa no valor de R$3300.

Como conta o professor Everson Krum, vice-reitor da UEPG, as residências são a vanguarda do ensino de pós-graduação, por associar instruções teóricas com atividades práticas em serviço. “O HU da UEPG foi precursor nos Campos Gerais, ofertando programas em diversas áreas, onde os residentes podem compartilhar os conhecimentos dos profissionais que constituem o corpo clínico assistencial e praticam em um local com equipamentos e materiais de última geração”, aponta.

A novidade para este ano são os programas de ‘Saúde Mental’ e ‘Epidemiologia e Controle de Infecções’. Os residentes de saúde mental poderão atuar em conjunto com o programa UEPG Abraça, com vagas para profissionais de enfermagem, psicologia e serviço social. Já o programa de Epidemiologia é voltado apenas para profissionais de enfermagem. “Os dois novos programas estão em sintonia com a realidade da sociedade, voltados para temas de grande interesse para a comunidade brasileira e internacional”, destaca o professor Everson.

A diretora do HU-UEPG, Luciane Cabral, complementa que os novos programas contemplam a diversidade de áreas de atuação na saúde e se somam às residências de sucesso já ofertadas pelo hospital. “As áreas de Epidemiologia e Controle de Infecções são fundamentais para segurança do paciente e dos profissionais que atuam na área da saúde, e a residência em Saúde Mental é mais uma proposta inovadora de aprendizado para atuação, em área tão sensível e atual no mundo moderno, em que convivemos com tantas dificuldades psicossociais”, pontua a diretora.

Nestes e nos demais programas (Urgência e Emergência, Reabilitação, Obstetrícia, Neonatologia, Saúde do Idoso, Intensivismo e Bucomaxilofacial), foram selecionados profissionais de fisioterapia, serviço social, enfermagem, farmácia, análises clínicas, fonoaudiologia, odontologia e psicologia. O resultado e outras informações sobre o edital estão disponíveis na página da CPS.

Texto: Aline Jasper | Foto: Maurício Bollete

Residentes do HU realizam capacitação de primeiros socorros na Fazenda Escola

Um grupo de enfermeiros e fisioterapeutas residentes dos programas de Urgência e Emergência, Saúde do Idoso e Intensivismo do Hospital Universitário da UEPG realizaram um treinamento de primeiros socorros para funcionários da Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon) na sexta (01). Foram abordados procedimentos básicos para o atendimento inicial em situações de emergência, como desmaios, fraturas, engasgos e paradas cardiorrespiratórias.

Maria Marta Loddi, administradora da Fazenda Escola, conta que o curso atende a uma demanda importante da fazenda. “Como ficamos longe da área urbana e os servidores estão sujeitos a serviços pesados e a animais peçonhentos, é importante que a equipe esteja apta a fazer o primeiro atendimento corretamente”, aponta. O treinamento terá ainda uma segunda etapa, para abranger mais servidores, tanto do corpo administrativo quanto de campo.

“São ensinadas manobras simples de primeiros socorros que todas as pessoas deveriam conhecer, pois diante de situações de emergência, saber executar estas manobras pode fazer a diferença entre a pessoa enferma sobreviver ou não”, destaca Melina Lopes Lima, coordenadora do projeto. A enfermeira destaca ainda a importância dessas atividades para a formação dos residentes em saúde, além da devolutiva que realizam para a comunidade. “De acordo com a pirâmide de aprendizado, ensinar é a forma mais eficaz para aprender, logo, estes alunos jamais esquecerão os conteúdos abordados nos treinamentos”, aponta.

A atividade faz parte de um projeto que leva informações sobre primeiros socorros a escolas e outros locais públicos. Caso haja interesse em levar o treinamento para escolas públicas, é só entrar em contato com Melina, no (42) 3311 8372.

Texto e fotos: Aline Jasper

Técnica de enfermagem do HU palestra sobre projeto de redução de infecções

Na última semana, a técnica de enfermagem do Hospital Universitário Karine Mariano Rosa de Sousa participou da II Jornada da Qualidade do Hospital Infantil Waldemar Monastier, em Campo Largo-PR.

A convite da organização do evento, Karine palestrou sobre o projeto Proadi-SUS desenvolvido na UTI Adulto do HU-UEPG. Com engajamento das equipes, o projeto reduziu a taxa zero o índice de infecções associadas à assistência em saúde na UTI.

 

UTI Neonatal do HU-UEPG completa 6 anos

    Na última sexta (01), a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Universitário da UEPG completou 06 anos de funcionamento. O primeiro internamento aconteceu no dia 08 de novembro de 2013 e, desde então, foram 539 recém-nascidos atendidos. Só em 2019, já são 61 bebês atendidos.
    Para o vice-reitor da UEPG, professor Everson Krum, rememorar estes 6 anos de funcionamento da UTI Neonatal significa destacar o esforço das equipes do hospital para dar qualidade e carinho na assistência, desde a infraestrutura providenciada pela gestão do hospital até o atendimento cotidiano das equipes médicas e multiprofissionais. “A inauguração da UTI neonatal, que posteriormente abrigou a UTI pediátrica, foi um marco na assistência à saúde em Ponta Grossa porque solucionou um problema histórico de falta de leitos na região”, destaca.
    “A UTI neonatal do HU proporciona aos recém-nascidos que têm alguma necessidade de suporte intensivo uma oportunidade de sobrevida. São bebês que inspiram um cuidado especial e atenção contínua, algo que é oferecido pelas equipes multiprofissionais do HU”, enfatiza a chefe de enfermagem do HU-UEPG, Simone Hanke. Para ela, o diferencial do atendimento está no carinho e dedicação com que as equipes desempenham suas atividades. 
    A diretora geral do HU, Luciane Cabral, aponta para a contribuição do programa de residência multiprofissional em neonatologia para a formação de profissionais qualificados para atender à saúde dos recém-nascidos. “São profissionais de enfermagem, farmácia, serviço social, odontologia e fisioterapia, que desenvolvem atividades em Unidade de Terapia Intensiva, cuidados intermediários, maternidade, ambulatórios e na atenção primária”, detalha a diretora.   Para comemorar a data, a equipe da UTI Neonatal recebeu um mimo: em um cartão personalizado, as impressões dos pés dos bebês internados. “Foi uma forma de agradecer ao serviço de qualidade prestado pela equipe”, conta a enfermeira Juliana Estefanski, coordenadora da UTI Neonatal do HU-UEPG.
Atendimento de qualidade
    A coordenadora da UTI Neonatal destaca a qualidade do atendimento da unidade, com índices de óbitos institucionais (aqueles ocorridos mais de 24 horas depois da internação) de apenas 5,33%; e índices de óbitos não-institucionais (ocorridos em menos de 24h da admissão do paciente) de 6,9%. A coordenadora comemora ainda as taxas de infecção: as infecções associadas a dispositivos (cateter de acesso venoso, ventilação mecânica e sonda vesical) foram zeradas, de acordo com os últimos dados do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar.
    Segundo Juliana, a UTI conta com diversas práticas que humanizam e qualificam o atendimento, além de garantir a segurança dos pacientes, em todos os quesitos. “Essas ferramentas auxiliam os profissionais de saúde a realizar uma assistência de qualidade e com segurança para pacientes internados, contribuindo com o processo de trabalho e proporcionando melhores resultados”, destaca. Algumas destas ações são a utilização de bundles (pacotes de cuidados), estratificação de riscos, prescrição de cuidados individualizados para todos os recém-nascidos internados e educação continuada constante.
    Os cuidados tomados para prevenção de infecções também são ressaltados pela coordenadora, que explica que até mesmo os pais e familiares são orientados sobre procedimentos, como a lavagem das mãos para entrar na UTI, procedimento acompanhado por técnico de enfermagem ou enfermeiro, independentemente do horário e tempo de permanência na unidade. Além disso, é feito um  rigoroso controle de limpeza e desinfecção de equipamentos,
    Outro ponto positivo da UTI Neonatal do HU-UEPG destacado pela coordenadora é a atuação da equipe multiprofissional, composta por médicos neonatologistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos e odontologistas especializados, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas. As visitas diárias da equipe são acompanhadas pelos familiares, para que o cuidado da equipe, acolhimento dos familiares e esclarecimentos sobre o estado de saúde dos pacientes sejam realizados de forma integrada e transparente. “A equipe realiza ainda acompanhamento e incentivo ao aleitamento materno exclusivo, além de avaliações e acompanhamento diário da fonoaudiologia, fisioterapia, odontologia neonatal, psicologia e serviço social”, conta.
    Para os pais e familiares, está disponível o atendimento da equipe de psicologia e serviço social, e também um local exclusivo para que as mães possam tomar banho, guardar seus pertences e descansar. “Disponibilizar um quarto para as mães facilita a permanência junto ao recém-nascido, estimulando o vínculo entre mãe, filho e familiares, além de não precisarem retornar para casa, se assim preferirem. As mães também recebem alimentação balanceada durante todo o período de internamento de seus bebês”.
    Estratégias de humanização também são um ponto forte do atendimento da unidade, com incentivo ao contato pele a pele, realização do método mãe canguru, banho de balde, uso de redes para proporcionar conforto ao recém-nascido, musicoterapia, uso do polvo de crochê esterilizado para acalmar os bebês e o momento do soninho:  período em que a iluminação artificial é reduzida, dentro dos padrões de segurança, para que o recém-nascido tenha noção de dia e noite. “Além de acompanhar as visitas multiprofissionais, os familiares recebem ainda, no momento da alta, um resumo dos diagnósticos, tratamentos e todos os procedimentos a que o recém-nascido foi submetido durante o internamento”, finaliza Juliana.
Texto e fotos: Aline Jasper

OBRIGATORIEDADE DO USO DE IDENTIFICAÇÃO NAS DEPENDÊNCIAS DO HU-UEPG


Considerando a organização das atividades desenvolvidas na instituição, bem como a segurança dos pacientes, acompanhantes e funcionários, a Direção Acadêmica salienta que é imprescindível a utilização de identificação a toda comunidade acadêmica para adentrar e permanecer nas dependências do Hospital. Caso não possua, deverá solicitar uma etiqueta de identificação na recepção. O não cumprimento desta normativa acarretará nas providências cabíveis.

Prof.ª Msc Luciane Patricia Andreani Cabral
Diretora Acadêmica do HU-UEPG

Unidade de Terapia Intensiva do HU-UEPG reduz infecções associadas à assistência em saúde

   A equipe da UTI do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG) tem conquistado resultados positivos na redução de infecções. Os bons índices são fruto da participação do HU em um projeto financiado pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Em todos os indicativos de infecções associadas à assistência em saúde, as duas Unidades de Terapia Intensiva do HU registraram resultados positivos no início de 2019. As duas unidades têm mantido nos últimos seis meses a taxa zero em infecções de trato urinário. Quanto à pneumonia associada à Ventilação Mecânica, outra complicação relativamente comum nas UTIs, no mês de janeiro ambas as unidades atingiram a taxa zero. A infecção na corrente sanguínea associada ao uso de cateter tem atingido decréscimos constantes e, em janeiro, foi zerada em uma das unidades do HU.

“A taxa zero é, sem dúvidas, um prêmio a ser apreciado por toda a equipe, pois remete às práticas de excelência e qualidade dos cuidados. Ainda, acima destes aspectos, está o fato de que a prevenção das infecções associadas a dispositivos está salvando vidas”, comemora a Chefe do Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NUCIH), Joseane Quirrembach.

 

Projeto no HU é orientado por equipe do Hospital Sírio Libanês

Nesta terça-feira, 26, uma equipe do Hospital Sírio Libanês, que orienta o projeto no HU-UEPG, esteve no hospital para avaliar os resultados, conversar com a equipe e acompanhar as ações do projeto. Durante a visita, foram analisados os índices e foram debatidas atitudes para melhorar ainda mais a qualidade do atendimento.

O projeto “Melhorando a Segurança do Paciente em Larga Escala no Brasil” é realizado por meio do PROADI-SUS, em parceria com o Institute for Healthcare Improvement e hospitais de excelência, que atuam como orientadores (coachs). São cinco hospitais que comandam e orientam grupos de instituições (hubs), cada um com 24 hospitais participantes. “O hub do Hospital Sírio Libanês, do qual fazemos parte, é o que tem obtido melhores resultados em todo o país”, enaltece a enfermeira Daniele Brasil, líder do projeto no HU-UEPG e Diretora do Núcleo de Qualidade e Análise de Dados e Informações (NUIAS).

Segundo Daniele, o projeto está em andamento no HU desde dezembro de 2017. Ela comemora os resultados rápidos da implantação do projeto: “As melhorias esperadas para alguns anos foram atingidas já no primeiro ano de projeto. Isso é resultado do engajamento da equipe e entrosamento dos setores envolvidos”.

O intuito do projeto é orientar quanto às melhores práticas de cuidado com a segurança do paciente em hospitais de saúde pública. Em 3 anos de projeto (2017-2020), a meta, em âmbito nacional, é de reduzir em 50% o número de infecções relacionadas à assistência à saúde, em especial as infecções mais comuns nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI): infecção na corrente sanguínea associada ao uso de Cateter Venoso Central; pneumonia associada à ventilação mecânica; e infecção do trato urinário associada ao uso de Cateter Vesical de Demora.

 

Pequenas mudanças de processos têm resultados positivos 

Como conta o coordenador da UTI do HU-UEPG, Simonei Bonatto, o projeto não prevê grandes mudanças de procedimentos, mas sim reforça a necessidade de determinadas rotinas. Segundo ele, uma das principais ações é a melhoria dos processos de entendimento por parte da equipe de saúde. “É um reforço de ações simples, mas indispensáveis para o controle de infecções. Por exemplo, se implementa uma discussão diária da necessidade de inserção e retirada de dispositivos invasivos”, explica o coordenador.

Dispositivos invasivos, como cateteres, sondas e acessos, são uma das principais “portas de entrada” de microorganismos que causam infecções. Por isso, segundo Simonei, “se procura ‘desinvadir’ o paciente o mais precocemente possível”. O uso destes dispositivos fica restrito aos casos em que há extrema necessidade.

Dentre as inovações implantadas nas UTIs do HU-UEPG, destaca-se ainda o uso de um fast-checklist (lista de verificação rápida) para verificar indicação de uso de dispositivos, procedimentos e medicamentos, que agiliza a tomada de decisões. Além disso, houve uma mudança no rodízio da escala de atendimento dos técnicos de enfermagem, que passam a acompanhar o mesmo paciente por cinco plantões seguidos. Isso gera uma identificação e engajamento da equipe com cada um dos pacientes atendidos.

São várias mudanças pequenas nas rotinas de trabalho que trazem resposta positiva, sem aumento de custo. “A mudança de processos traz resultados positivos e melhora a qualidade de atendimento, possibilitando que se salve vidas”, ressalta Daniele. Além disso, a redução das infecções diminui os custos com tratamentos e internamento prolongado dos pacientes.

 

Central de Materiais e Esterilização do HU informatiza sistema de rastreabilidade

O Hospital Universitário Regional de Ponta Grossa (HU-UEPG) está implantando um sistema de rastreabilidade de materiais. A medida deve melhorar o controle dos materiais esterilizáveis e facilitar o fluxo de trabalho na recepção, limpeza, desinfecção e esterilização de instrumentais, roupas e demais artigos médico-hospitalares na Central de Materiais e Esterilização (CME).

A rastreabilidade dos materiais é uma das exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o Regulamento Técnico de boas práticas para processamento de produtos em saúde determinado pela Anvisa, rastreabilidade é a “capacidade de traçar o histórico do processamento do produto para saúde e da sua utilização por meio de informações previamente registradas”.

Até então, o registro dos materiais era feito de forma manual, em tabelas e planilhas de monitoramento. A enfermeira Anna Isadora Stremel, que trabalha na CME do HU, comemora a informatização do processo: “O sistema de rastreabilidade vai facilitar a rotina de trabalho e permitir que a equipe da CME gaste menos tempo preenchendo manualmente o controle e dedique mais tempo às outras atividades de limpeza, desinfecção e esterilização”.

Como conta a coordenadora da Central de Materiais e Esterilização do HU-UEPG, a enfermeira Camila Wolff, o uso de um sistema desenvolvido especificamente para este setor do hospital deve repercutir positivamente na atuação da CME. “O sistema permite que se faça o controle da quantidade de vezes que cada material foi reutilizado, onde está cada peça, como foi esterilizado, além de gerar relatórios e indicadores de perda de material e de reprocesso, que são as principais causas de gastos desnecessários no setor”, destaca Camila.

O software foi adquirido em conjunto com um pacote de instrumentos médico-hospitalares para videolaparoscopia e cirurgia geral, e a empresa fornecedora ofereceu nesta semana um treinamento do uso do software. Anderson de Abreu Silva, desenvolvedor do sistema de rastreabilidade “Rastro”, conta que este é um sistema de gestão que facilita o cotidiano de todas as tarefas da Central de Materiais e que traz como principal vantagem a melhoria no controle sobre o processo. “O sistema absorve o operacional e diminui o tempo gasto com o controle manual dos instrumentos e materiais”, destaca.

Central de Materiais e Esterilização

A Central de Materiais e Esterilização é um setor fundamental para o bom funcionamento do hospital. A equipe é responsável pela assepsia dos materiais médico-hospitalares e contribui de forma significativa para a redução de infecções hospitalares, numa atuação que é associada a todos os outros setores do hospital.

Neste setor, o material sujo ou contaminado é recebido, lavado e limpo. Depois disso, os materiais são embalados e preparados para a esterilização, que é feita por meios físicos (calor) ou químicos (através de soluções químicas). Os materiais esterilizados são acondicionados em uma área estéril, para então ser redistribuídos aos setores de origem.

Como conta Camila, coordenadora da CME, no HU-UEPG circulam cerca de 4500 materiais, como, por exemplo, tesouras, pinças, agulhas e roupas, dentre outros instrumentos e utensílios médico-hospitalares.

Aline Jasper – Comunicação HU

Residência Médica no HU-UEPG é contemplada com 4 novas bolsas federais

 

O Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG) deve receber, neste ano, quatro novas bolsas de Residência Médica do Ministério da Saúde. Estas bolsas compreendem as especialidades de Anestesiologia, Medicina Intensiva e Otorrinolaringologia.

A concessão de bolsas é resultado da inscrição em um edital do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência Médica). Com estas, são 10 as bolsas concedidas pelo Ministério da Saúde ao Programa de Residência Médica do HU-UEPG.  A própria UEPG financia as outras 9 bolsas oferecidas atualmente no programa. Os estudantes recebem R$3330 por mês.

“Essa concessão é um reconhecimento em âmbito nacional da qualidade do programa de residências médicas na nossa instituição”, comemora o coordenador da Comissão de Residências Médicas (COREME) do HU-UEPG, Dr. Gilberto Baroni. O coordenador destaca ainda a diminuição no investimento próprio feito pela UEPG, o que gera uma possibilidade de realocar recursos internamente.

A professora Luciane Patricia Andreani Cabral, Diretora Acadêmica do HU-UEPG, ressalta ainda a infraestrutura moderna e bem equipada que propiciou o pedido de novas residências e o reconhecimento do Ministério, através da concessão de bolsas. “A conquista de novas bolsas para Residências Médicas consolida o trabalho de vanguarda em ensino, especialmente pós graduação prática”, destaca.

 Sobre a Residência Médica no HU-UEPG

“A Residência Médica é o padrão ouro de formação do especialista em medicina”, aponta a Diretora Geral do HU, Prof. Tatiana Menezes Cordeiro. No Hospital Universitário da UEPG, atuam em conjunto os programas de Residência Médica e de Residência Multiprofissional em Saúde. “Esse é um programa extremamente importante para o HU, não só do ponto de vista da formação acadêmica, mas também do ponto de vista assistencial, por permitir que se amplie a oferta de serviços para a comunidade. Portanto, a sociedade sai duplamente beneficiada”, complementa a diretora.

O Programa de Residências Médicas da UEPG oferece, atualmente, 19 vagas em 10 especialidades. São quatro vagas para Clínica Médica, quatro vagas para Cirurgia Geral, duas vagas para Neurologia, uma vaga para Cirurgia Vascular, duas vagas para Radiologia, duas vagas para Medicina Intensiva, uma vaga para Otorrinolaringologia, uma vaga para Ortopedia, uma vaga para Anestesiologia e uma vaga para Endoscopia.

A Residência é uma modalidade de pós-graduação por treinamento em serviço. Portanto, os alunos formados neste programa recebem o título de Especialistas na área em que cursaram a Residência. Autorizado em 2012, o Programa de Residência Médica do HU-UEPG teve sua primeira turma em 2013, com as especialidades de Clínica Médica, Cirurgia Geral e Medicina da Família e Comunidades.

Aline Jasper – Comunicação HU

HU-UEPG abre inscrições para II Curso de Ventilação Mecânica Básica

Até 11 de março, interessados podem se inscrever no II Curso de Ventilação Mecânica Básica, ofertado pelo Centro de Simulação do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG).

A coordenadora do Centro de Simulação do HU, Melina Lopes Lima, destaca que é um curso interativo, em que os alunos podem manusear o equipamento de ventilação mecânica e aprender na prática os procedimentos.

Estão disponíveis 20 vagas, para profissionais da saúde, com uma taxa de inscrição de R$85. A carga horária do curso é de 4 horas de atividades, com aulas teóricas e práticas, ministradas pelas professoras fisioterapeutas Paula Motta dos Santos e Jeanny Franciela Kos Moleta.

O curso acontecerá no dia 16 de março, com início às 8h. Na primeira parte, serão abordados aspectos teóricos da Ventilação Mecânica, como a intubação traqueal, traqueostomia, escolha de parâmetros ventilatórios, estratégias de desmame ventilatório e extubação. Após esta parte teórica, os alunos poderão participar da estação prática, manuseando o equipamento de ventilação mecânica.

Para realizar as inscrições e saber mais sobre os cursos, o site é https://hucursos.apps.uepg.br/.

 

Aline Jasper – Comunicação HU